Avaliação Psicopedagógica e Neuropsicológica, Reabilitação cognitiva, Tratamento psicomotor, psicopedagógico e psicológico-crianças/adultos/idosos. Avalia-se funcionamento cognitivo(memória, atenção, raciocínio, praxias, linguagem, leitura, escrita, funcionamento executivo e intelectual)e delineamento de perfil psicólogico. Atendimento em Dislexia, TDAH, dificuldade de aprendizagem, atraso intelectual, Demências, AVC, Epilepsia, TCE, Síndromes... Contato:(11) 26097396 / 99575-2401
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terça-feira, 14 de outubro de 2014
Memória operacional e interferência na capacidade de aprendizagem
A memória operacional e a inteligência estão relacionadas, porém, diferem em um importante aspecto. Medir a memória operacional de uma criança nos dá uma indicação do seu potencial de aprendizado, enquanto o teste de QI normalmente testa o conhecimento que a criança préadquiriu em casa ou na escola.
Os testes de memória operacional não buscam obter informações sobre conhecimento adquirido — pelo menos, não tanto quanto os testes de QI — e sim, procuram medir a capacidade ou potencial da criança de adquirir e processar novas informações.
A memória operacional é uma importante habilidade que a criança precisa desenvolver para ser bem-sucedida na escola.
A maioria das crianças com dificuldades específicas de aprendizado nas áreas de linguagem ou matemática apresentam dificuldades na memória operacional. Abaixo alguns exemplos dos mais conhecidos distúrbios de aprendizado:
Dislexia
A dislexia é o distúrbio de aprendizado que mais afeta a leitura e a escrita. Crianças que sofrem de dislexia acham difícil aprender a ler e escrever. Elas cometem inúmeros erros (como a inversão de letras), além de serem lentas para ler e escrever. Crianças disléxicas comumente têm baixa capacidade de memória operacional. Alguns pesquisadores atribuem à baixa capacidade de memória operacional a principal causa das dificuldades de leitura e escrita de uma criança disléxica. À medida que aprendemos a ler e escrever, nós usamos nossa memória operacional para associar letras com os seus sons correspondentes, formando assim palavras, e finalmente combinamos palavras para formar frases. Por exemplo, se a criança ler a complicada palavra “onomatopéia”, ela precisará saber o som de cada letra individual, [O], [N], [O], [M], [A], [T], [O], [P], [É], [I], [A], além de também precisar juntar esses sons individuais no intuito de formar uma única palavra [onomatopéia]. Essa atividade envolve armazenamento e processamento simultâneos da informação, portanto, não é de se surpreender que crianças com problemas de memória operacional apresentem dificuldade na leitura e escrita.
Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade - TDAH
Crianças com TDAH frequentemente apresentam dificuldades de memória operacional. No entanto, nem toda criança com déficit de memória operacional é hiperativa. Muito pelo contrário, crianças com baixa memória operacional muito raramente apresentam sintomas impulsivos ou hiperativos, e normalmente não perturbam o decorrer normal da aula. Contudo, elas comumente têm problemas com a sua atenção. Ainda não está muito claro como o TDAH e a memória operacional se relacionam.
Distúrbio Específico de Linguagem – DEL
Embora o ato de aprender a falar pareça ocorrer com naturalidade para a maioria das crianças, algumas delas têm dificuldades para adquirir e desenvolver linguagem. Essas crianças podem apresentar o que é chamado de Distúrbio Específico da Linguagem, ou DEL. Crianças com DEL normalmente são lentas para aprender a se comunicar em sua língua materna, e geralmente manifestam dificuldades particulares no aprendizado da gramática (por exemplo, o uso correto das formas verbais, conjugações, preposições, etc).
Muitas crianças com problemas da fala e linguagem também apresentam baixa capacidade de memória operacional. A memória empobrecida torna-lhes difícil lembrar os sons individuais que formam palavras não familiares, e consequentemente torna difícil a repetição de novas palavras quando estas são ouvidas pela primeira vez. Como as crianças pequenas aprendem a falar as suas primeiras palavras ao repetir o que ouvem nos ambientes que as cercam, não é de se espantar que baixas capacidades de memória operacional influenciem bastante a aquisição da linguagem oral.
Trechos retirados: Journal of Speech Language and Hearing Research (Are working memory measures free of socioeconomic influence?), Tese da Universidade de Nova York (Working Memory and Learning: A 3-Year Longitudinal Study of Children Growing Up In a Multilingual Environment).
terça-feira, 5 de março de 2013
Síndrome de Down: Desenvolvimento e Educação
Por muito tempo, pessoas com síndrome de Down - ou Trissomia do cromossomo 21 - foram consideradas "retardadas" e portanto incapazes de levar vida normal. Mas essa visão começou a mudar. Psicólogos, médicos e professores especializados em educação especial sabem hoje que um diagnóstico na infância não significa necessariamente que a criança terá poucas opções na vida - desde que ela tenha acesso a uma educação especial. E na sociedade, crianças com Down vêm sendo mais aceitas como normais.
Limitações físicas continuam a ser um desafio para quem tem a síndrome. O tônus muscular baixo em geral faz com que a língua fique para fora da boca. Há também problemas nas juntas, na visão, audição e tireóide, além de sensibilidade maior da pele, em geral muito clara. Cerca de metade dos portadores de síndrome de Down sofre de cardiopatias congênitas. Mas os avanços da medicina na segunda metade do século XX dobraram sua expectativa de vida de 25 para 50 anos e ela será ainda maior no caso da ausência de problemas cardíacos. Para a maioria, no entanto, o maior desejo - e o maior desafio - é ter uma vida mental e social satisfatória.
Em 2004, Guilherme Neves e Andrew Chess, atualmente no Centro de Pesquisa sobre Genética Humana do Hospital Geral de Massachusetts, rastrearam a influência de outros genes sobre o cromossomo 21 - utilizando como modelo, nesse caso, uma mosca-das-frutas. Eles descobriram um gene - denominado Dscam (molécula de adesão celular da síndrome de Down, na sigla em inglês) - que parece conferir a toda célula nervosa uma identidade única durante o desenvolvimento uterino, assegurando que cada célula se localize no lugar certo do corpo e do cérebro. A hipótese dos pesquisadores é que uma versão diferente desse gene talvez afete humanos de modo similar. Pelo fato de as pessoas portadoras de trissomia do cromossomo 21 terem uma cópia a mais do gene, esse excesso pode impedir o estabelecimento das conexões corretas entre as células cerebrais durante o desenvolvimento fetal.
Pouco antes do nascimento, o cérebro começa a conferir toda a sua rede neural e a separar as conexões supérfluas, que são então eliminadas. No entanto, de acordo com uma das explicações do problema, na trissomia do cromossomo 21 muitas das conexões improdutivas continuam presentes.
Elas formam "becos sem saída" que atrasam o desenvolvimento físico e os processos de aprendizado
Após o nascimento, as crianças com trissomia passam pelas mesmas fases de desenvolvimento de outras crianças, mas seu ritmo é menor e varia muito. Essa variação foi bastante estudada por pesquisadores como Hellgard Rauh, psicólogo da Universidade de Potsdam, na Alemanha, que tem acompanhado há anos o desenvolvimento de mais de 30 crianças portadoras de Down.
Rauh descobriu que o desenvolvimento mental durante os primeiros três anos de vida de crianças com Down se dá, em média, na metade da velocidade normal, o que significa que a maioria dessas crianças, aos 2 anos, está, em média, no mesmo estágio atingido por bebês entre 12 e 14 meses. Nos anos seguintes, o ritmo do desenvolvimento mental reduz-se a um terço daquele de uma criança normal. Agarrar com as mãos, engatinhar e andar são enormes desafios nos primeiros dois ou três anos de vida.
Apesar de o ritmo de desenvolvimento mental tender a se normalizar após os três anos de vida, a evolução física também atrasa. A fala é, com freqüência, um problema: a maioria dos portadores da síndrome aos 5 ou 6 anos - pouco antes do início do ensino fundamental, portanto - está apenas começando a pronunciar frases de duas ou três palavras. Por exemplo, quando querem seu brinquedo favorito, dizem apenas "bola!". E demonstram ter medo do cachorro do vizinho gritando "cão!". Atrasos na linguagem continuam a afetar muitos jovens com Down até a idade adulta.
Para muitas dessas crianças, pensar abstratamente - a habilidade de lidar com números ou figuras geométricas - pode ser bastante árduo. Elas têm dificuldades também com símbolos visuais e lingüísticos, mesmo no caso de conceitos simples como igual e diferente ou mais e menos.
Por outro lado, quando Wolfgang Jantzen, pesquisador de educação especial da Universidade de Bremen, Alemanha, realizou testes de noções espaciais com portadores de Down de 11 anos - com habilidades lingüísticas no nível das de uma criança de 4 -, seu desempenho foi praticamente igual ao esperado para a idade. Por exemplo, ele dava a elas problemas de apenas uma etapa, como "Ponha o círculo amarelo na frente do quadrado azul", e elas se saíam muito bem. Contudo, se acrescentasse "antes de pegar o círculo amarelo, toque no quadrado azul", a maioria delas era incapaz de realizar a tarefa. As crianças não tinham nenhum problema com a localização espacial, mas a seqüência temporal complicava a realização da atividade.
Outra característica de crianças com síndrome de Down é o processamento mental mais lento. Quase todas as suas reações demoram mais que o normal, o que deve ser levado em conta quando trabalhamos ou vivemos com elas. Caso contrário, a confusão logo se instalará.
Imagine, por exemplo, um pai perguntando ao filho de 7 anos se ele quer um hambúrguer no jantar. O menino talvez não responda imediatamente.
O pai pode interpretar o silêncio como um "não". "Então você prefere queijo?" "Sim", responderia o menino, mas quando recebesse um prato com queijo choraria, porque queria mesmo hambúrguer.
Um dos aspectos mais delicados é que as crianças com Down em geral sabem que não conseguem fazer muitas coisas que seus colegas da mesma idade fazem. Por conta disso, procuram se proteger sempre que apresentadas a um desafio - e, segundo Rauh, podem adotar diferentes estratégias. Algumas tentam, empregando uma combinação de charme e encenação de desamparo, fazer com que outras pessoas as ajudem. Outras manipulam as pessoas à sua volta fazendo gracinhas ou birra. E algumas ficam simplesmente desanimadas e desistem. Essa forma de resignação pode ser forte o suficiente para desencadear reações psicossomáticas, como dores de estômago crônicas.
Animadas e imaginativas
Enquanto os psicólogos aprendem mais sobre os pensamentos de crianças portadoras da síndrome de Down, pais, amigos e professores precisam continuar aprendendo a ajudar esses meninos a desenvolver suas capacidades mental e social. Está ficando cada vez mais claro que o melhor jeito de incentivar esse crescimento é interagir com essas crianças de modo vívido e imaginativo.
Esse apoio positivo começa com os pais. Rauh observou que algumas mães respondiam às brincadeiras de seus filhos de maneira tranqüila e serena; eram atenciosas e amigas sem tentar controlar o que estava acontecendo, o que permitia a criação de vínculos fortes entre a mãe e a criança. Outras se mantinham afastadas de seus filhos, o que, por sua vez, deixava as crianças deslocadas. Por outro lado, quando as mães demonstravam necessidade de envolvimento e controle excessivos, isso tornava as crianças inseguras. Filhos seguros quanto ao interesse de suas mães eram mais tranqüilos, o que, presume-se, lhes permitia melhor adaptação ao meio em que estavam inseridos.
"Jogos" especiais também podem ajudar. Jutta Hatzer, professora de educação especial de Bremen, chama a atenção para gestos criados para reforçar a autopercepção durante o primeiro ano de vida da criança. A pesquisadora colocou Tom, 1 ano, de pé num cesto contendo feijões em quantidade suficiente para alcançar a cintura do menino. Os grãos agiam como bolinhas de massagem. O bebê ficou quieto e feliz em seu aconchegante refúgio. "O feijão que o envolvia o deixava seguro", diz Hatzer. "Ele pode sentir seu corpo, seus limites e ter uma noção direta de si mesmo."
Depois de algum tempo, Hatzer incentivou Tom a apanhar alguns grãos. Tudo com calma, passo a passo - o garoto precisava de bastante tempo para lidar com cada situação nova. Hatzer cantava musiquinhas, inventadas por ela, que descreviam cada um dos passos ("Tom está no cesto"). Ela repetia as frases várias vezes e acalmava Tom com palavras e gestos. Por meio dessa comunicação e de brincadeiras contínuas a criança aprendia a entender as relações entre seu mundo interior e o ambiente. Esse tipo de apoio logo cedo, que no caso de Tom começou pouco depois de seu nascimento, foi pensado para estimular seu desenvolvimento mental, facilitando o processo de aprender a andar e, depois, a falar.
Alguns terapeutas recomendam aos que convivem com essas crianças usar gestos junto com as palavras. Elas parecem aprender rápido a linguagem gestual, o que ajuda a compreender as palavras. Por exemplo, o garoto que ganhou queijo em vez de hambúrguer talvez entendesse melhor um gesto para hambúrguer - como fingir segurar e morder um pedaço de pão.
Para lidar com portadores de Down, os adultos devem tomar cuidado para não demonstrar medo ou intimidação. As pessoas com a síndrome não "sofrem" com esse distúrbio, mas com as altas exigências colocadas pelo ambiente em que vivem. Elas são apenas um pouco diferentes: pensam de um jeito diverso, lidam de outra forma com as emoções, não vêem as coisas do mesmo modo, não se parecem com as pessoas "normais" e às vezes reagem de maneira inesperada. São muito originais e criativas, mas precisam de incentivo para que essas características apareçam. Se aqueles à sua volta as aceitam e lidam com elas de forma positiva, essas crianças desenvolvem plenamente sua personalidade e aprendem a escolher o que querem e o que não querem.
Bebês com síndrome de Down podem nascer em qualquer família e de pais de qualquer idade e origem étnica. No entanto, já se sabe que um fator de risco importante é a idade da mãe.
De um lado, há boas notícias. "O Brasil tem produção científica relevante sobre o assunto e os profissionais são bem preparados", afirma o pediatra e geneticista Marco Antônio de Paula Ramos, do Centro de Genética Médica da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Na profissionalização, acompanha-se a tradição dos países desenvolvidos.
Embora o diploma universitário habilite diferentes especialistas - fonoaudiólogos, fisioterapeutas, pedagogos, entre outros - a trabalhar com portadores, a excelência é atingida com treinamento prático. "A maioria dos que trabalham com síndrome de Down teve uma vivência importante em instituições especializadas", completa o médico.
Outra conquista é a maior disponibilidade de informação sobre a síndrome. "Desde os anos 80 estudos e descobertas científicas têm ajudado a reduzir o preconceito, e os pais buscam auxílio cada vez mais cedo.
Nas escolas, a inclusão é ainda mais recente e desigual. Na rede pública, professores e escolas vêm sendo preparados para receber o aluno especial e em algumas ele já freqüenta as aulas regularmente, com colegas da mesma idade. Eventuais defasagens no aprendizado são trabalhadas com o apoio de instituições especializadas. No ensino particular, entretanto, ainda há muito preconceito. "Poucas escolas aceitam a matrícula de portadores de deficiência", diz Longhitano.
"Precisamos lembrar que na escola não se aprende só matemática e português, mas também cidadania e respeito à diferença." Assim, espera-se que a escola comum torne-se definitivamente comum a todos.
Por Ingelore Moeller - Trechos retirados em Reportagem da Revista Mente e Cérebro
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terça-feira, 20 de março de 2012
Memória x Aprendizagem
Como se forma a memória? A informação captada transita pelos neurônios, células nervosas semelhantes a árvores sem folhas: os galhos seriam os dentritos; o tronco, o axônio; e as raízes, os terminais pré-sinápticos. Eles criam emaranhados de caminhos que se orientam em diversas direções. Quando os galhos de uma célula se encontram com as raízes de outra, forma-se uma sinapse, local de comunicação entre os neurônios e unidade elementar de armazenamento da memória. Lá acontece a síntese de proteínas, as trocas elétricas e a ativação de genes que provocam o armazenamento da informação. Quanto mais conexões, mais memória. Cada neurônio pode se comunicar com até outros mil. Como o ser humano tem de 10 bilhões a 100 bilhões dessas células, é possível haver até 100 trilhões de conexões sinápticas.
Já na escola, memorizar foi sinônimo de decorar nomes, datas e fórmulas que seriam exigidos nas provas, nas chamadas e nos testes. Com base nos estudos sobre o processo de aprendizagem da criança, porém, concluiu-se que a decoreba era inimiga da educação. E a memória, confundida com repetição, foi posta de castigo.
Um grande erro. A memória é a base de todo o saber - e, por que não dizer, de toda a existência humana, desde o nascimento. Como tal, deve ser trabalhada e estimulada.
Nos últimos 20 anos, a neurociência avançou muito nas descobertas sobre o funcionamento do cérebro. Hoje se sabe o que acontece quando ele está captando, analisando e transformando estímulos em conhecimento e o que ocorre nas células nervosas quando elas são requisitadas a se lembrar do que já foi aprendido. "Com isso o professor pode aprimorar suas estratégias de ensino", diz o neuropsiquiatra Everton Sougey, coordenador do curso de pós-graduação em Neuropsicologia da Universidade Federal de Pernambuco. Estão provadas, por exemplo, as vantagens de estabelecer ligações com o conhecimento prévio do aluno ao introduzir um novo assunto e de trabalhar também a emoção em sala de aula. O cérebro responde positivamente a essas situações, ajudando a fixar não somente fatos, mas também conceitos e procedimentos.
Quando assiste a uma aula, o estudante recebe informações de todo tipo, tanto visuais como auditivas. Elas se transformam em estímulos para o cérebro e circulam pelo córtex cerebral antes de serem arquivadas ou descartadas. Sempre que encontram um arquivo já formado (o tal conhecimento prévio), arrumam um "gancho" para o seu armazenamento, fazendo com que, no futuro, ela seja resgatada mais facilmente. "É como se o recém-chegado fosse morar em uma nova casa, mas em rua conhecida", ilustra Elvira Lima. Quando essa informação é resgatada da memória, trilha os mais variados caminhos. Se eles já tiverem sido percorridos anteriormente, a recuperação de conhecimentos será simples e rápida. O que não tem nada a ver com decoreba.
O professor deve oferecer formas de conexões para que o estudante aprenda um conteúdo fazendo referência aos arquivos já formados para abrigar a nova informação; usando abordagens diferentes e estimulando outros sentidos. É importante investigar os conhecimentos prévios da turma e recordar conteúdos de aulas anteriores, para formar os "ganchos" e dispor de diferentes estratégias de ensino.
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segunda-feira, 16 de maio de 2011
Alunos puramente copistas atingem um terço da população brasileira
O site O GLOBO publicou em maio de 2011, um artigo tratando de alunos copistas.
Esse tipo de aluno, mais comum do que podemos imaginar, principalmente em escolas públicas, é um exemplo recente do analfabetismo funcional, que no país atinge um terço da população. Dos que aprenderam a ler e escrever mais tarde, entre 9 e 14 anos - característica do copista, só 13% se tornaram plenamente alfabetizados, apontam dados inéditos calculados pelo Instituto Paulo Montenegro a pedido do GLOBO, sobre jovens de 15 a 24 anos das nove principais regiões metropolitanas do país.
O analfabeto funcional é quem lê mas não interpreta um texto, mas o copista é quem só copia, não sabe que o "a" que escreveu, por exemplo, é um "a". Eles normalmente não entendem nada do que está escrito na lousa.
Segundo Marilene Proença, professora da USP, são crianças que não se apropriam do significado das palavras. Mas vão galgando as séries porque, como copiam, conseguem cumprir algumas tarefas em sala.
O aluno copista é forte candidato a ser um analfabeto funcional ao longo da vida - diz Ana Lúcia Lima, diretora-executiva do Instituto Paulo Montenegro, que desde 2001 calcula o Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf). - Ele tem grande risco de se tornar o chamado alfabetizado rudimentar: reconhece algumas palavras, escreve um bilhete, dá um troco e pronto.
Dois dos principais motivos apontados para o analfabetismo funcional são alfabetização tardia e baixa escolaridade dos pais. Segundo dados inéditos do Instituto Paulo Montenegro, sobre jovens das Regiões Metropolitanas, entre os alfabetizados plenos, 90% aprenderam a ler até os 8 anos. Quando o pai ou a mãe tem o fundamental, cerca de 69% dos filhos são analfabetos funcionais ou alfabetizados em nível básico. Mas, quando o pai ou a mãe tem nível superior, até 75% são alfabetizados plenos.
O peso da educação dos pais na dos filhos é mostrado ainda por dados do Pnud sobre jovens na América Latina. Quando os pais têm nível secundário, os filhos têm 5,4% de chance de chegar à universidade; já quando os pais têm nível universitário, os filhos têm 71,6% de chance de ir à faculdade. O pai de Vanderson, Jorge Salindo, estudou até a antiga 5 série; teve de ir "trabalhar em obra para ajudar em casa".
No caso do copista, haveria mais um motivo: um sistema de ciclos ou progressão continuada malfeito. Aí, o aluno, mesmo só copiando, avança nas séries sem repetir.
Se seu filho ou aluno é um copista, procure ajuda especializada para identificar o que está acontecendo!!!
Ligue para a clínica e marque uma consulta!!!
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segunda-feira, 25 de outubro de 2010
A importância do brincar na aprendizagem e no desenvolvimento infantil
A criança tem prazer em brincar, o que estimula sua criatividade e constrói sua identidade própria. Esta é uma das formas mais espontâneas de as crianças poderem manter um contato melhor com a realidade em que estão inseridas. É brincando também que se aprende com prazer. A brincadeira é a fase mais alta do desenvolvimento da criança, é através das brincadeiras e dos jogos que as crianças expressam o que estão sentindo, como elas enxergam o mundo, procuram entender o mundo dos adultos e também evoluem por intermédio de suas próprias brincadeiras e das invenções das brincadeiras feitas por outras crianças e pessoas adultas. Além disso, com estimulação adequada, desenvolvem sua autonomia, criatividade, iniciativa, senso crítico e responsabilidade, tornando-se pessoa, cultivando a autoestima, desenvolvendo um autoconceito positivo, dominando as angústias e proporcionando condições saudáveis para o seu desenvolvimento biopsicossocial.
As primeiras brincadeiras do bebê, que são caracterizadas pela observação e posterior manipulação de objetos, oferecem à criança o conhecimento e a exploração do seu meio através dos órgãos dos sentidos. Logo que a criança começa a falar os jogos de exercícios começam a diminuir e dão espaço aos jogos simbólicos. Próximo ao final desta fase, os jogos simbólicos começam a declinar porque passam a aproximar-se cada vez mais do real. O símbolo perde seu caráter de deformação lúdica e passa a ser uma representação imitativa da realidade. Inicia-se então a estrutura dos jogos de regras, que têm um ponto de partida próximo aos 6 anos e vai até o princípio da adolescência. Para Vygotsky, todas as modalidades de brincadeiras estão inseridas de regras e de faz-de-conta. As regras de uma brincadeira ou jogo estão intimamente ligadas ao conhecimento que as crianças têm da realidade social na qual estão inseridas.
A brincadeira, mesmo sendo livre e não estruturada, possui regras que conduzem o comportamento das crianças. Uma criança que brinca de ser a mamãe com suas bonecas assume comportamentos e posturas pré-estabelecidas pelo seu conhecimento de figura materna. As regras são então partes integrantes do jogo simbólico, já que a criança ensaia comportamentos e papéis, projeta-se em atividades dos adultos, ensaia atitudes, valores, hábitos e situações para os quais não está preparada na vida real. Além disso, de uma forma geral, durante o brincar, a criança vai adquirindo um saber físico e mental, onde ela poderá imaginar, refletir e raciocinar, dando-lhe um prazer da realização da ação.
O jogo pode ser uma forma espontânea para a resolução dos problemas e dificuldades presentes no seu meio, por oferecer situações para se trabalhar a oralidade, a timidez e o raciocínio sem causar frustrações angustiantes, e para isso deve ser conduzido com sabedoria, respeitado as limitações que cada criança apresenta, para surtir um resultado consideravelmente eficaz. Contudo, o jogo deve fornecer regras claras e ter objetivos bem definidos, além, de ter um caráter desafiador e interessante, para atingir um grau elevado de significação e permitir que as crianças se interajam.
Os jogos são importantes na vida de uma criança, pois com eles, há o objetivo de se obter prazer, sendo que não é apenas uma fonte de diversão, mas também propicia situações que podem ser exploradas de diversas maneiras educativas, para isso, quem irá desenvolvê-lo deverá ter objetivos claros e fazer um planejamento prévio. Os jogos se bem aplicados, podem desenvolver a inteligência, funcionamento cognitivo (memória, atenção, visuopercepção, visuoconstrução...), pré requisitos para alfabetização (esquema corporal, coordenação motora fina e grossa, habilidades visuais, auditivas, inserção de regras...), habilidades artísticas e estéticas, afetividade, vivência de regras éticas e o relacionamento social. Existem diversos jogos e atividades que serão citadas em outro artigo, já que este, não tem este objetivo. Dando continuidade ao que estava sendo tratado, o pensamento vem, portanto, da atividade. As atividades envolvidas no processo de aprendizagem são observações, experimentação, reflexão, organização (através da fala, escrita, desenho, movimento) e apresentação do conhecimento adquirido. É a partir desta perspectiva mais abrangente do processo de constituição do indivíduo como ser social, afetivo e cognoscente que devemos pensar o papel do jogo e da brincadeira na aprendizagem. Para atingir as metas que se deseja alcançar na aprendizagem, deve-se realizar um planejamento bem feito, com práticas pedagógicas elaboradas para vencer um jogo, avaliando cada uma das ações, de acordo com a complexidade e número de jogadores envolvidos. Deve-se observar também que cada jogador possui habilidades e limitações e o educador deve estar atento, variando assim os objetivos a serem alcançados. O jogo leva a criança ao convívio com regras, que podem ocorrer de formas diferentes dependendo da fase de desenvolvimento em que a criança se encontra: Em um primeiro momento, a criança desconhece e não consegue seguir as regras (2 aos 5 anos). No estágio seguinte a criança começa a perceber regras externas e procura imitá-las, como uma atitude de respeito. No terceiro estágio, que acontece (a partir dos 10 anos), a regra do jogo se apresenta à criança não mais como uma lei exterior, sagrada, mas como resultado de uma livre decisão e como digna de respeito na medida em que é mutuamente consentida.
Para Piaget, o conhecimento não é um estado, o conhecimento é essencialmente a passagem de um nível de menor conhecimento para um outro de conhecimento mais amplo, motivo pelo qual, ocorre seu desenvolvimento. Assim, a construção intelectual do indivíduo, provém da interação coletiva. O conhecimento é construído pela criança através da interação com o meio. Para conhecer a sua realidade, a criança precisa interar-se com os objetos que a rodeiam.
Consta nas obras de Piaget que na pré-escola, por exemplo, o raciocínio lógico ainda não é suficiente para que a criança dê explicações coerentes a respeito de certas coisas. O poder de fantasiar ainda prepondera sobre o poder de explicar. Então, pelo jogo simbólico, a criança exercita não só sua capacidade de pensar, ou seja, representar simbolicamente suas ações (transforma em pai e mãe, seus bonecos ou diz que uma cadeira é um trem), mas também, suas habilidades motoras, já que salta, corre, gira, transporta, rola, empurra. Este brincar é importante para seu desenvolvimento cognitivo e para o equilíbrio emocional.
O jogo pode ser utilizado ainda, como um recurso pedagógico na alfabetização, pois garante o interesse da criança pelas atividades propostas, fazem com que as mesmas explorem os objetos que as cercam, melhoram sua agilidade física, experimentam seus sentidos e desenvolvem seu pensamento.
A escola exerce um papel fundamental na criação e recriação de pensamentos e percepções, por induzir à aprendizagem, proporcionando-lhes atribuir significado a tudo que os cercam de forma consciente, para que possam enfrentar e resolver os seus problemas.
Em suma, em relação ao desenvolvimento infantil, o brincar pode ser utilizado como uma ferramenta para estimular déficits e dificuldades encontradas em alguns aspectos desenvolvimentais. No que se refere à aprendizagem, utilizar a brincadeira como um recurso é aproveitar a motivação interna que as crianças têm para tal comportamento e tornar a aprendizagem de conteúdos escolares mais atraente.
O jogo é o caminho mais eficiente para a criança conhecer a sua realidade, construir a sua aprendizagem e aperfeiçoar as suas culturas, através da interação com o próximo; além de estimular a valorizar e aceitar o outro como ele é e estruturar sua autoconfiança, com plena satisfação nas trocas recíprocas de experiências. Cabe aos profissionais da educação conhecer o processo de desenvolvimento infantil e repensarem em suas ações para que possam promover um ensino – aprendizagem de qualidade.
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sexta-feira, 16 de abril de 2010
Um pouquinho de Psicopedagogia
A Psicopedagogia é o campo de atuação que lida com o processo de aprendizagem humana. Sua natureza é interdisciplinar, portanto, integra vários campos de conhecimentos para compreensão do ato de aprender, tais como Filosofia, Psicologia, Pedagogia, Sociologia, Neurologia, Psicolingüística, entre outras.
O Psicopedagogo não é um professor particular e sim um mediador do conhecimento, já que compreende os processos de desenvolvimento e aprendizagem humana, recorrendo à estratégias psicopedagógicas ou áreas diversas para tratar as dificuldades ou transtornos de Aprendizagem
Lidando tanto com o campo preventivo (estudar as condições evolutivas da aprendizagem, buscando caminhos para aprendizagem mais eficientes) quanto terapêutico (buscar obstáculos e causas para a problemática já instalada).
O trabalho psicopedagógico destina-se à crianças, adolescentes e adultos com problemas de aprendizagem, orientação escolar e aos pais e assessoria quanto as questões voltadas a aprendizagem como cursos, palestras ou orientações na metodologia e ensino.
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Processo de avaliação psicopedagógica
Etapas do Processo Psicopedagógico:
- Avaliação: tem finalidade de investigar e pesquisar quais obstáculos que levam o indivíduo a não aprender, aprender com lentidão e/ou com dificuldade. Avalia-se habilidades acadêmicas, psicomotoras, perfil cognitivo, emocional, humor e comportamento com testes específicos com a criança, escola e família, observações lúdicas e comportamentais, entre outras.
- Diagnóstico: busca observar a produção do indivíduo em avaliação. Há uma compreensão global da sua forma de aprender e dos desvios que ocorrem. Habilidades e dificuldades são apresentadas e hipóteses são formuladas.
- Devolutiva: encontro entre sujeito, terapeuta e família visando relatar os resultados obtidos durante a avaliação e seus devidos encaminhamentos.
- Intervenção: É o tratamento em si e/ou as orientações necessárias.
Artigo completo no site: http://www.clinicasociale.com.br
- Avaliação: tem finalidade de investigar e pesquisar quais obstáculos que levam o indivíduo a não aprender, aprender com lentidão e/ou com dificuldade. Avalia-se habilidades acadêmicas, psicomotoras, perfil cognitivo, emocional, humor e comportamento com testes específicos com a criança, escola e família, observações lúdicas e comportamentais, entre outras.
- Diagnóstico: busca observar a produção do indivíduo em avaliação. Há uma compreensão global da sua forma de aprender e dos desvios que ocorrem. Habilidades e dificuldades são apresentadas e hipóteses são formuladas.
- Devolutiva: encontro entre sujeito, terapeuta e família visando relatar os resultados obtidos durante a avaliação e seus devidos encaminhamentos.
- Intervenção: É o tratamento em si e/ou as orientações necessárias.
Artigo completo no site: http://www.clinicasociale.com.br
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psicopedagógica
terça-feira, 13 de abril de 2010
O que é Dislexia???
“ A Dislexia é um distúrbio específico de linguagem, constitucional (neurológico), de origem genética, caracterizado pela dificuldade de decodificar palavras simples, resultando em problemas como dificuldade de leitura e de aquisição de linguagem, além de falhas na capacidade de ler e soletrar” (Associação Internacional de Dislexia)
Inteligência dentro da normalidade;
Ausência de deficiências cognitivas, sensoriais e motoras;
Presença de fatores neurobiológicos;
Presença de histórico familiar;
Presença de alterações em habilidades cognitivas que comprometam a atenção, memória e percepção;
Ambiente sociocultural e escolar adequado;
Persistência dos sintomas da infância até idade adulta.
Tipos:
- Dislexia de desenvolvimento/ primária/ específica: quando o fracasso na aquisição da completa competência na leitura/escrita é de origem constitucional.
- Dislexia adquirida/ sintomática: quando as habilidades de leitura/escrita, já normalmente desenvolvidas, são perdidas como resultado de uma lesão cerebral
Classificação atual das Dislexias:
**DISLEXIA FONOLÓGICA OU DISFONÉTICA
- Comprometimento da rota fonológica;
- Dificuldade na leitura oral das palavras pouco familiares e pseudopalavras;
- Dificuldade de memória de curto prazo fonológica e consciência fonológica;
- Dificuldade de precisão no reconhecimento da palavra;
- Tipos de trocas principais: Trocas letras surdas/sonoras, arquifonemas (ar,an, al), grupos consonantais, vogais e nasais, Omissões de letras;
- Dificuldade e erros em ditados;
** DISLEXIA DISEIDÉTICA OU SUPERFICIAL
- Comprometimento da rota lexical/ortográfica;
- Dificuldade na leitura devido a problema de ordem visual (dificuldade para perceber a palavra como um todo);
- Apresentam omissões, inversões, aglutinações, trocas espaciais –b/d, p/q, confusões na leitura (esguia/estria)
- Vão pior na leitura de palavras irregulares (Tóxico por “tóchico”)- já que realizam leitura fonológica;
** DISLEXIA MISTA
- Comprometimento nas duas rotas;
Fiquem alertas se a criança apresentar alguns desses sintomas descritos a seguir na Pré -Escola. Isso não significa necessariamente dislexia, mas pede atenção:
- Dispersão;
- Fraco desenvolvimento da atenção;
- Atraso no desenvolvimento da fala e da linguagem;
- Dificuldade em aprender rimas e canções;
- Fraco desenvolvimento da coordenação motora;
- Dificuldade com quebra cabeça;
- Falta de interesse por livros impressos;
Já se na Idade Escolar, a criança continua apresentando alguns ou vários dos sintomas a seguir, é necessário um diagnóstico e acompanhamento adequado:
- Pobre conhecimento de rima (sons iguais no final das palavras) e aliteração (sons iguais no início das palavras);
- Desatenção e dispersão;
- Dificuldade em copiar de livros e da lousa;
- Dificuldade na coordenação motora fina (desenhos, pintura) e/ou grossa (ginástica,dança,etc.);
- Desorganização geral, podemos citar os constantes atrasos na entrega de trabalhos escolares e perda de materiais escolares;
- Confusão entre esquerda e direita;
- Dificuldade em manusear mapas, dicionários, listas telefônicas, etc...
- Vocabulário pobre, com sentenças curtas e imaturas ou sentenças longas e vagas;
- Dificuldade na memória de curto prazo, como instruções, recados, etc...
- Dificuldades em decorar seqüências, como meses do ano, alfabeto, tabuada, etc..
- Dificuldade na matemática e desenho geométrico;
- Dificuldade em nomear objetos e pessoas (disnomias)
- Troca de letras na escrita;
- Dificuldade na aprendizagem de uma segunda língua;
- Problemas de conduta como: depressão, timidez excessiva ou o ‘’palhaço’’ da turma;
- Bom desempenho em provas orais.
Se um adulto não teve um acompanhamento adequado na fase escolar ou pré-escolar, poderá apresentar dificuldades na leitura e escrita e até mesmo dislexia...
Por isso, em caso de dúvidas, procure um especialista.
Nosso telefone está disponibilizado neste Blog. É só ligar e tirar suas dúvidas!!!
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terça-feira, 23 de março de 2010
A importância da Psicomotricidade na aprendizagem infantil
A Psicomotricidade auxilia e capacita a criança a uma melhor assimilação das aprendizagens escolares, auxilia o indivíduo a se auto-descobrir através de inúmeras experiências corporais que vivencia, se caracteriza por uma educação que se utiliza do movimento para atingir outras aquisições mais elaboradas, como as intelectuais e auxilia a criança a superar possíveis dificuldades sejam elas escolares, motoras ou emocionais...
A Educação Psicomotora se coloca no sentido de uma educação que não se restringe apenas ao saber escolar ou ao aperfeiçoamento específico da motricidade, mas também à formação da personalidade, à sua expressão e organização através das atividades humanas de relação, realização e criação. Ainda compreende a educação do ser humano nos seus aspectos corporais, motores, emocionais, intelectuais e sociais. É uma condição necessária para a aprendizagem, pois leva a criança a tomar consciência de seu corpo, da lateralidade, do espaço, tempo e a ajuda a adquirir coordenação motora fina e global. Além disso, é através da motricidade que o indivíduo passa a ter contato com o mundo dos demais seres vivos e dos objetos, e estabelece os primeiros contatos com a linguagem socializada. Desta forma, é bastante importante no meio escolar e é coadjuvante das aprendizagens escolares.
Através da estimulação de pacientes objetivando um desenvolvimento psicomotor, desenvolve-se consciência dos movimentos corporais integrados com sua emoção e expressos por esses movimentos. A fase importante para trabalhar com todos os aspectos do desenvolvimento (motor, intelectual e sócio-emocional) é na faixa que compreende o nascimento até completar 8 anos, pois é principalmente neste período que se processa a maturação do Sistema Nervoso Central.
Acredita-se que para a criança iniciar a alfabetização, os aspectos psicomotores necessitam ser trabalhados, já que são noções fundamentais para autonomia e independência da criança. São eles:
- Imagem corporal,
- Lateralidade,
- Orientação direita-esquerda,
- Ritmo,
- Orientação espacial,
- Orientação temporal,
- Análise-síntese visual e auditiva,
- Habilidades mentais específicas,
- Habilidades visuais e auditivas,
- Memória cinéstesica,
- Coordenação motora global, fina e viso-motora,
- Postura, tônus muscular e equilíbrio
- Linguagem oral.
O trabalho do Psicopedagogo/Psicomotricista, não deve visar apenas os problemas psicomotores e afetivos e sim a criança como um todo, compreendendo-a em sua multidimensionalidade psíquica, corporal e social, propondo-se a superar as dicotomias corpo-mente, indivíduo-sociedade e razão-emoção.
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domingo, 13 de setembro de 2009
Avaliação Neuropsicológica

A Avaliação Neuropsicológica: avaliação das funções cognitivas - memória, atenção, raciocínio, função visuo perceptiva, visuoespacial, visuoconstrutiva, velocidade de processamento das informações, funcionamento intelectual, funcionamento executivo e linguagem (oral, leitura e escrita).
Principais indicações:
- Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade;
- Distúrbio do desenvolvimento;
- Dificuldades escolares;
- Avaliação de déficit intelectual ;
- Casos de Epilepsia;
- Distúrbios psiquiátricos ou neuropsiquiátricos;
- Lesões cerebrais por AVC, Paralisia Cerebral, TCE, Anoxia durante parto...
- Doença de Alzheimer e outros tipos de Demências;
- Esclerose múltipla e outras doenças neurodegenerativas;
- Déficits causados por abuso de drogas e álcool e outras substâncias e outras.
Em caso de dúvidas, procure um especialista!!!
Mais informações: www.clinicasociale.com.br
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