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sexta-feira, 13 de março de 2015

Dicas para ajudar alunos Disléxicos em sala de aula


Retirado de: http://redes.moderna.com.br/


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terça-feira, 14 de outubro de 2014

Memória operacional e interferência na capacidade de aprendizagem


A memória operacional e a inteligência estão relacionadas, porém, diferem em um importante aspecto. Medir a memória operacional de uma criança nos dá uma indicação do seu potencial de aprendizado, enquanto o teste de QI normalmente testa o conhecimento que a criança préadquiriu em casa ou na escola.
Os testes de memória operacional não buscam obter informações sobre conhecimento adquirido — pelo menos, não tanto quanto os testes de QI — e sim, procuram medir a capacidade ou potencial da criança de adquirir e processar novas informações.
A memória operacional é uma importante habilidade que a criança precisa desenvolver para ser bem-sucedida na escola.
A maioria das crianças com dificuldades específicas de aprendizado nas áreas de linguagem ou matemática apresentam dificuldades na memória operacional. Abaixo alguns exemplos dos mais conhecidos distúrbios de aprendizado:

Dislexia

A dislexia é o distúrbio de aprendizado que mais afeta a leitura e a escrita. Crianças que sofrem de dislexia acham difícil aprender a ler e escrever. Elas cometem inúmeros erros (como a inversão de letras), além de serem lentas para ler e escrever. Crianças disléxicas comumente têm baixa capacidade de memória operacional. Alguns pesquisadores atribuem à baixa capacidade de memória operacional a principal causa das dificuldades de leitura e escrita de uma criança disléxica. À medida que aprendemos a ler e escrever, nós usamos nossa memória operacional para associar letras com os seus sons correspondentes, formando assim palavras, e finalmente combinamos palavras para formar frases. Por exemplo, se a criança ler a complicada palavra “onomatopéia”, ela precisará saber o som de cada letra individual, [O], [N], [O], [M], [A], [T], [O], [P], [É], [I], [A], além de também precisar juntar esses sons individuais no intuito de formar uma única palavra [onomatopéia]. Essa atividade envolve armazenamento e processamento simultâneos da informação, portanto, não é de se surpreender que crianças com problemas de memória operacional apresentem dificuldade na leitura e escrita.

Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade - TDAH

Crianças com TDAH frequentemente apresentam dificuldades de memória operacional. No entanto, nem toda criança com déficit de memória operacional é hiperativa. Muito pelo contrário, crianças com baixa memória operacional muito raramente apresentam sintomas impulsivos ou hiperativos, e normalmente não perturbam o decorrer normal da aula. Contudo, elas comumente têm problemas com a sua atenção. Ainda não está muito claro como o TDAH e a memória operacional se relacionam.

Distúrbio Específico de Linguagem – DEL

Embora o ato de aprender a falar pareça ocorrer com naturalidade para a maioria das crianças, algumas delas têm dificuldades para adquirir e desenvolver linguagem. Essas crianças podem apresentar o que é chamado de Distúrbio Específico da Linguagem, ou DEL. Crianças com DEL normalmente são lentas para aprender a se comunicar em sua língua materna, e geralmente manifestam dificuldades particulares no aprendizado da gramática (por exemplo, o uso correto das formas verbais, conjugações, preposições, etc).

Muitas crianças com problemas da fala e linguagem também apresentam baixa capacidade de memória operacional. A memória empobrecida torna-lhes difícil lembrar os sons individuais que formam palavras não familiares, e consequentemente torna difícil a repetição de novas palavras quando estas são ouvidas pela primeira vez. Como as crianças pequenas aprendem a falar as suas primeiras palavras ao repetir o que ouvem nos ambientes que as cercam, não é de se espantar que baixas capacidades de memória operacional influenciem bastante a aquisição da linguagem oral.

Trechos retirados: Journal of Speech Language and Hearing Research (Are working memory measures free of socioeconomic influence?), Tese da Universidade de Nova York (Working Memory and Learning: A 3-Year Longitudinal Study of Children Growing Up In a Multilingual Environment).

terça-feira, 22 de maio de 2012

Tempo extra e acompanhantes para Disléxicos em Vestibulares

A DISLEXIA é um distúrbio de aprendizagem com alterações neurobiológicas na forma como o cérebro processa a informação linguística e que se manifesta por alterações no domínio do processamento fonológico e  em outros domínios psicolinguísticos e neuropsicológicos alque conduz a um conjunto significativo de alterações na leitura e escrita.

O disléxico normalmente: 

Demora para se alfabetizar e mesmo adulto, lê com erros;

Confunde letras e números de formato parecido (b, p e d, por exemplo);

Escreve com dificuldade, omite ou inverte letras ou palavras;

Tem problemas de memória e concentração;

Vê dificuldade em conceitos abstratos;

Confunde esquerda e direita e se perde;

Tem dificuldade com línguas estrangeiras.

Em artigo escrito por Bruno Aragaki, há informações de que para compensar as dificuldades dos Disléxicos no momento do vestibular, muitos lugares, oferecem condições especiais de exame como tempo extra para responder às questões.




“Não é justo que o candidato esteja bem preparado, domine o assunto, mas não consiga fazer a prova por ter dificuldade para preencher o gabarito”, diz Maria Angela Nico, coordenadora científica da Associação Brasileira de Dislexia.


Ela explica que para os portadores do distúrbio encontram dificuldades para realizar tarefas que, para os outros, são simples. “O candidato pode saber tudo de história, mas não conseguir pôr no papel.”, explica. 

Para Maria Angela, escolas e universidades deveriam aplicar avaliações alternativas aos candidatos – o que não significam provas mais fáceis. “Eles podem realizar exames orais, por exemplo. O disléxico compreende perfeitamente bem, a dificuldade é com a escrita”, explica.

Aprovado no vestibular da Universidade de Brasília (UnB) na quarta tentativa, Darby Lima, diagnosticado com dislexia, conta que “embaralha” letras e números. “Queria escrever 41 e acabava escrevendo 4i, por exemplo”, diz.

Para esses candidatos, os principais vestibulares do país oferecem condições especiais na prova. Na Fuvest, que seleciona alunos para a Universidade de São Paulo (USP), os candidatos disléxicos têm 20% a mais de tempo extra para realizar a prova.


Nos vestibulares da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), além do tempo extra os candidatos têm ajuda de profissional capacitado para ler o exame ou transcrever as respostas – o vestibulando dita, o auxiliar escreve.

Na Universidade de Brasília (UnB), essas condições não se limitam ao vestibular. Programa de apoio ao portador de necessidades especiais garante aos estudantes com dislexia auxílio nas provas e trabalhos durante toda a graduação.

É preciso se informar das condições especiais de exame já no ato de inscrição. As instituições pedem laudos médicos com o diagnóstico da dislexia para conceder os benefícios. Associações de apoio ao disléxico fazem os exames de maneira gratuita para pessoas de baixa renda.


Fonte:   02/04/2010 - Bruno Aragaki - Site: Guia do Estudante

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Observando seu aluno ou filho: Quais os sinais comuns apresentados por uma criança/adolescente com Distúrbio de Aprendizagem?

Na educação infantil:

  1.  Falar mais tarde
  2. Apresentar desenvolvimento psicomotor mais lento quando comparado a outras crianças da mesma idade (demorar para andar, falar...)
  3. Vocabulário pobre
  4. Dificuldade em aprender rimas e canções
  5. Problemas para aprender números, letras, cores e formas
  6. Dificuldade em seguir ordens e rotinas
  7. Agitação, distração, desatenção
  8. Lentidão para desenvolver a habilidade motora fina

Nos primeiros anos do Ensino Fundamental:

  1. Dificuldade para perceber as relações entre letras e sons, acarretando em dificuldade durante a alfabetização e até mesmo a não alfabetização
  2. Erros frequentes na leitura
  3. Cansaço excessivo durante as atividades escolares
  4. Dificuldade em realizar cópia (livros e lousa)
  5. Confusão entre esquerda e direira
  6. Lentidão na aquisição de novas habilidades e de lembrar fatos
  7. Dificuldade na aprendizagem de números e cálculo
  8. Impulsividade
  9. Dificuldade de organização e planejamento
  10. Coordenação motora pobre
  11. Dificuldade em compreender o conceito de tempo

Nos anos posteriores do Ensino Fundamental:


  1. Evitar ler em voz alta
  2. Evitar atividades escritas
  3. Cansaço excessivo nas atividades relacionadas a escola
  4. Dificuldades globais na escrita ou compreensão
  5. Trocar letras nas palavras ou posições das letras
  6. Desmotivação e desatenção
  7. Dificuldade em realizar cópia (livros e lousa)
  8. Confusão entre esquerda e direira
  9. Dificuldade em se lembrar de fatos recentes
  10. Dificuldade para aprender uma segunda língua
  11. Dificuldade em manusear mapas, dicionários, listas telefônicas, etc...
  12. Dificuldade em compreender a expressão corporal e facial das pessoas



No Ensino Médio e Superior:


  1. Evitar atividades de leitura e escrita
  2. Apresentar dificuldade em resumir idéias e fatos
  3. Dificuldade em responder (argumentar) as questões em provas
  4. Dificuldades com conceitos abstratos
  5. Lentidão na execução de atividade
  6. Prejuízo nas habilidades de memória
  7. Substituição de palavras durante a leitura
  8. Dificuldade em nomear objetos e pessoas (disnomia)
  9. Dificuldade com direita e esquerda
  10. Dificuldade em organização
  11. Aspectos afetivos emocionais prejudicados, trazendo como conseqüência: depressão, ansiedade, baixa auto estima e algumas vezes o ingresso para as drogas e o álcool.



***Observa-se ainda que as crianças que apresentam dificuldades específicas na escola como as características apresentadas ou que também apresentem aspectos emocionais prejudicados; necessitam realizar avaliação com profissional especializado o quanto antes, para que encaminhamentos e/ou reabilitação sejam realizadas.

Em caso de dúvidas, ligue e tire suas dúvidas!!!

sábado, 28 de agosto de 2010

Universidades com vestibular diferenciado para os Disléxicos

Atualmente os alunos diagnosticados como disléxicos poderão ter oportunidade e igualdade na aquisição dos conhecimentos, devido a compreensão do distúrbio.

As Universidade como Mackenzie, a Fundação Getúlio Vargas (FGV), a Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) e a Universidade de São Paulo (USP), por exemplo, já possuem vestibular diferenciado para os disléxicos.

"Uma pessoa lê a prova e depois passa o resultado para o gabarito. Devido a dificuldade com a escrita, o candidato dita a redação porque oralmente ele não tem problema nenhum. São coisas simples de fazer, mas que fazem muita diferença para um disléxico", diz Rosemari Marquette de Melo, presidente da Associação Brasileira de Dislexia. Segundo ela, na Europa e Estados Unidos, todos os alunos disléxicos têm, por lei, o direito a um computador com corretor ortográfico e mais tempo para fazer os exames, além de poderem optar pelo exame oral.

"É isso que queremos que seja adotado no Brasil. Que a escola dê o suporte para a aprendizagem. Existe a Lei da Inclusão, mas ela é insuficiente nesses casos", aponta. Outra demanda da Associação Brasileira de Disléxicos é que os concursos e a prova para obter a carteira de habilitação de motorista levem em conta as especificidades dos disléxicos. A pessoa pode fazer a mesma prova, só precisa de um pouco mais de tempo e uma assistência que não comprometa o processo de seleção", afirma.

Segundo ela, o Ministério da Educação (MEC) criou um grupo de trabalho para debater o assunto e a expectativa da Associação Brasileira de Dislexia é que em 2010 um projeto de lei seja encaminhado ao Congresso Nacional. "A dislexia não é o resultado de má alfabetização, desatenção, desmotivação, condição sócioeconômica ou baixa inteligência. Os disléxicos só precisam de apoio". (ABD)

Ofício do MEC em relação aos alunos disléxicos ou com outras disfunções específicas

Extraído do Ofício nº 525 / MEC / SEESP / GAB - Brasília, 18 de agosto de 2003:

“De acordo com as Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica, a ação da Educação Especial tem como abrangência não apenas as dificuldades de aprendizagem relacionadas a condições, disfunções, limitações e deficiências, mas também aquelas não vinculadas a uma causa orgânica específica, considerando que, por dificuldades cognitivas, psicomotoras e de comportamento, alunos são freqüentemente negligenciados ou mesmo excluídos de apoios escolares.

O quadro das dificuldades de aprendizagem “absorve uma diversidade de necessidades educacionais, associadas à dificuldades específicas de aprendizagem, como a dislexia e disfunções correlatas, problemas de atenção, perceptivos, emocionas...”

Podemos destacar ainda em relação às Diretrizes Nacionais da Educação Especial na Educação Básica em que diz:
- Art. 8º: as escolas regulares devem prever e prover na organização de suas classes comuns, serviços de apoio pedagógico especializado em sala de recursos para atender às necessidades educacionais especiais dos alunos, utilizando procedimentos, equipamentos e materiais específicos. Além disso, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei 9.394/96) no seu art.59, inciso I, enfatiza que: “os sistemas de ensino assegurarão aos educandos com necessidades especiais: currículos, métodos, técnicas, recursos educativos e organização específicos, para atender às suas necessidades."

Em se tratando de alunos disléxicos, a escola em sua proposta pedagógica, deve prever avaliação individualizada de mecanismos diferenciados que facilitem esse processo, assim como permitir que o professor trabalhe com o aluno de forma diferenciada, observando suas necessidades e identificando adaptações que favoreçam o seu aprendizado.

terça-feira, 13 de abril de 2010

O que é Dislexia???

“ A Dislexia é um distúrbio específico de linguagem, constitucional (neurológico), de origem genética, caracterizado pela dificuldade de decodificar palavras simples, resultando em problemas como dificuldade de leitura e de aquisição de linguagem, além de falhas na capacidade de ler e soletrar” (Associação Internacional de Dislexia)

Desde 1960 até dias atuais, a Dislexia vem sendo descrita com as seguintes características:

  1. Inteligência dentro da normalidade;

  2. Ausência de deficiências cognitivas, sensoriais e motoras;

  3. Presença de fatores neurobiológicos;

  4. Presença de histórico familiar;

  5. Presença de alterações em habilidades cognitivas que comprometam a atenção, memória e percepção;

  6. Ambiente sociocultural e escolar adequado;

  7. Persistência dos sintomas da infância até idade adulta.


    Tipos:

    - Dislexia de desenvolvimento/ primária/ específica: quando o fracasso na aquisição da completa competência na leitura/escrita é de origem constitucional.

    - Dislexia adquirida/ sintomática: quando as habilidades de leitura/escrita, já normalmente desenvolvidas, são perdidas como resultado de uma lesão cerebral

    Classificação atual das Dislexias:

    **DISLEXIA FONOLÓGICA OU DISFONÉTICA
    - Comprometimento da rota fonológica;
    - Dificuldade na leitura oral das palavras pouco familiares e pseudopalavras;
    - Dificuldade de memória de curto prazo fonológica e consciência fonológica;
    - Dificuldade de precisão no reconhecimento da palavra;
    - Tipos de trocas principais: Trocas letras surdas/sonoras, arquifonemas (ar,an, al), grupos consonantais, vogais e nasais, Omissões de letras;
    - Dificuldade e erros em ditados;


    ** DISLEXIA DISEIDÉTICA OU SUPERFICIAL
    - Comprometimento da rota lexical/ortográfica;
    - Dificuldade na leitura devido a problema de ordem visual (dificuldade para perceber a palavra como um todo);
    - Apresentam omissões, inversões, aglutinações, trocas espaciais –b/d, p/q, confusões na leitura (esguia/estria)
    - Vão pior na leitura de palavras irregulares (Tóxico por “tóchico”)- já que realizam leitura fonológica;


    ** DISLEXIA MISTA
    - Comprometimento nas duas rotas;


  • Fiquem alertas se a criança apresentar alguns desses sintomas descritos a seguir na Pré -Escola. Isso não significa necessariamente dislexia, mas pede atenção:

 - Dispersão;

- Fraco desenvolvimento da atenção;

- Atraso no desenvolvimento da fala e da linguagem;

- Dificuldade em aprender rimas e canções;

- Fraco desenvolvimento da coordenação motora;

- Dificuldade com quebra cabeça;

- Falta de interesse por livros impressos;




  • Já se na Idade Escolar, a criança continua apresentando alguns ou vários dos sintomas a seguir, é necessário um diagnóstico e acompanhamento adequado:
- Pobre conhecimento de rima (sons iguais no final das palavras) e aliteração (sons iguais no início das palavras);

- Desatenção e dispersão;

- Dificuldade em copiar de livros e da lousa;

- Dificuldade na coordenação motora fina (desenhos, pintura) e/ou grossa (ginástica,dança,etc.);

- Desorganização geral, podemos citar os constantes atrasos na entrega de trabalhos escolares e perda de materiais escolares;

- Confusão entre esquerda e direita;

- Dificuldade em manusear mapas, dicionários, listas telefônicas, etc...

- Vocabulário pobre, com sentenças curtas e imaturas ou sentenças longas e vagas;

- Dificuldade na memória de curto prazo, como instruções, recados, etc...

- Dificuldades em decorar seqüências, como meses do ano, alfabeto, tabuada, etc..

- Dificuldade na matemática e desenho geométrico;

- Dificuldade em nomear objetos e pessoas (disnomias)

- Troca de letras na escrita;

- Dificuldade na aprendizagem de uma segunda língua;

- Problemas de conduta como: depressão, timidez excessiva ou o ‘’palhaço’’ da turma;

- Bom desempenho em provas orais.

 
Se um adulto não teve um acompanhamento adequado na fase escolar ou pré-escolar, poderá apresentar dificuldades na leitura e escrita e até mesmo dislexia...

 
Por isso, em caso de dúvidas, procure um especialista.
Nosso telefone está disponibilizado neste Blog. É só ligar e tirar suas dúvidas!!!

domingo, 13 de setembro de 2009

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