segunda-feira, 5 de julho de 2010

Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) ???

O Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) caracteriza-se, principalmente, pela disfunção em três áreas de funcionamento: sustentação da atenção, agitação excessiva e auto-regulação de Impulsos. Esses déficits comportamentais aparecem relativamente cedo na infância, antes dos sete anos de idade, e permanecem durante o seu crescimento, comprometendo o funcionamento dessas crianças no seu dia-a-dia e podendo causar sérios prejuízos no desenvolvimento psicossocial e acadêmico delas.
Existem 3 tipos de TDAH com ou sem comorbidades, quer dizer, com outros sintomas associados. São eles:

1- TDAH do tipo predominante desatento.

Sintomas principais: Desatenção que pode ser identificada pelos seguintes sintomas - dificuldade de prestar atenção a detalhes ou errar por descuido em atividades escolares e de trabalho; dificuldade para manter a atenção em tarefas e atividades lúdicas; parecer não escutar quando falam com ele; não seguir instruções e não terminar tarefas escolares, domésticas ou deveres profissionais; dificuldade em organizar tarefas e atividades; evitar ou relutar em envolver-se em tarefas que exijam esforço mental constante (como tarefas escolares ou deveres de casa); perder coisas necessárias para realização de atividades; ser distraído por estímulos alheios à tarefa e apresentar esquecimentos em atividades diárias. Algumas crianças apresentam ainda, dificuldade de aprendizagem desde o início de sua vida escolar, devido ao déficit atencional.

2- TDAH do tipo Hiperativo/Impulsivo.

Sintomas principais da hiperatividade: Agitar mãos e pés ou se remexer na cadeira; abandonar sua cadeira em sala de aula ou outras situações nas quais se espera que permaneça sentado; correr ou escalar em demasia, em situações nas quais isto é inapropriado; dificuldade em brincar ou envolver-se silenciosamente em atividades de lazer; estar freqüentemente “à mil” ou muitas vezes agir como se estivesse “a todo vapor”; falar em demasia.

Sintomas da impulsividade: Freqüentemente responde de forma precipitada antes das perguntas terem sido concluídas; dificuldade em esperar a vez, freqüentemente interrompem ou se intrometem em assuntos de outros. Estas crianças têm dificuldade em lidar com a frustração, são imediatista, têm dificuldade para seguir regras e instruções, dificuldade para controlar seus impulsos, por isso apresentam altas taxas de impopularidade e de rejeição pelos colegas. Podem também apresentar dificuldade na aprendizagem nos primeiros anos de vida escolar, agressividade e imaturidade.

3- TDAH do tipo combinado.

Englobam todos os sintomas acima relatados: Déficit de atenção sustentada, hiperatividade e impulsividade.

TDAH X Escola


TDAH não é preguiça ou falta de esforço!!!

As principais dificuldades destas crianças na escola são:
• Dificuldade para filtrar distratores externos e internos: Têm facilidade para se distrair, seja com o que vê pela janela, alguém que passa pelo corredor, com o lápis do colega que cai no chão etc. Outra grande dificuldade dessa criança é controlar seu comportamento de ‘sonhar acordado’ (distrai-se com seus próprios pensamentos).
• Dificuldade em sustentar a atenção por tempo prolongado: É muito difícil para a criança portadora de TDAH prestar atenção em explicações longas e/ ou fixar atenção na leitura de parágrafos extensos. Sua atenção se desvia para outro foco em um curto espaço de tempo.
• Desorganização: Esquecem material a ser usado em sala de aula, há dificuldades para se organizar com datas, fazer anotações nos cadernos e agendas.
• Esquecem de algo que haviam estudado previamente: Isso ocorre porque a atenção era superficial enquanto estudavam e, assim, o material não é memorizado corretamente.

• Impulsividade: Não esperam o professor terminar a pergunta para respondê-la e dão respostas inadequadas ou incorretas, passam ao tópico seguinte sem terminar o anterior construindo anotações confusas ou inacabadas. Nas provas também não terminam de ler e já deduzem o que é para ser feito.


Para realizar o diagnóstico de TDAH, a criança e/ou adulto devem ser levados a um especialista que possa avaliar seu funcionamento cognitivo e comportamental. O diagnóstico é clínico e a forma de tratamento é estabelecida após a avaliação, assim como a orientação aos famíliares e à escola.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

A importância da avaliação neuropsicológica em pacientes com Epilepsia

A Epilepsia é uma alteração temporária e reversível do funcionamento do cérebro, que não tenha sido causada por febre, drogas ou distúrbios metabólicos. Durante alguns segundos ou minutos, uma parte do cérebro emite sinais incorretos, que podem ficar restritos a esse local ou espalhar-se. Se ficarem restritos, a crise será chamada parcial; se envolverem os dois hemisférios cerebrais, generalizada. Por isso, algumas pessoas podem ter sintomas mais ou menos evidentes de epilepsia, não significando que o problema tenha menos importância se a crise for menos aparente. As crises podem também, ser derivadas de vários fatores: traumatismo crânio-encefálico; anomalias congênitas; por quedas ou no parto; doenças neurológicas (tumores, doenças degenerativas); e abuso de álcool e drogas, porém, existem casos onde a causa permanece indefinida. Existem fatores precipitadores de novas crises como fadiga, ruídos, e luzes piscantes. Quando uma pessoa apresenta uma crise única convulsiva ou evento epiléptico, sem que exista uma razão fisiológica, não se pode diagnosticá-la como epiléptica.

A epilepsia é uma síndrome que pode trazer alterações nas funções cognitivas, assim como alterações comportamentais. Os déficits apresentados podem ser ou não graves, por isso, a avaliação neuropsicológica é necessária.

Sendo assim, a Neuropsicologia, com suas ferramentas de estudo, visa compreender o desenvolvimento cognitivo, avaliando, por exemplo, as principais funções cognitivas associadas ao foco epiléptico, quando esse estiver determinado. A verificação dessas funções é importante tanto em crianças quanto em adultos. Nas crianças, os principais motivos que levam a uma avaliação neuropsicológica, são dificuldades de aprendizagem que aparecem como queixa da escola e dos familiares.

A avaliação neuropsicológica é considerada como uma das principais ferramentas para compreender o funcionamento cognitivo e buscar soluções para os possíveis déficits existentes. Quanto mais conhecimento sobre a relação das crises epilépticas e as funções cognitivas, melhor poderá ser realizado o diagnóstico, os procedimentos e o desenvolvimento do tratamento das crianças epilépticas.

A avaliação Neuropsicológica pode ser realizada para tratamento cirúrgico e medicamentoso. Os objetivos da avaliação neuropsicológica no contexto pré-operatório para cirurgia de epilepsia são:

1) Determinar o nível de funcionamento cognitivo deste indivíduo antes da cirurgia;

2) Sugerir localização e lateralização da disfunção;

3) Sugerir prognósticos de controle de crises após a cirurgia;

4) Realizar a reavaliação pós-cirúrgica para o acompanhamento da evolução do paciente, orientação educacional, profissional e reabilitação.

A Neuropsicologia realiza então, a análise das funções cognitivas como memória, linguagem, funcionamento intelectual, executivo, entre outos e avalia as mudanças e alterações de comportamento.

O Neuropsicólogo clínico escolhe suas técnicas baseado na sua experiência e treinamento específico, mas tem consciência que os testes não são absolutos, são apenas seus instrumentos. A interpretação dos resultados exige conhecimento mais abrangente dos aspectos afetivos e cognitivos assim como os fatores que podem interferir na execução de uma tarefa. Cada teste deve ser interpretado dentro de um contexto, pois nada substitui o raciocínio clínico.

Já em relação ao tratamento da epilepsia, os objetivos são os de diminuir ao máximo o número das crises epilépticas, promovendo assim a normalidade nas realizações das atividades de vida diária das pessoas e reduzir o uso prolongado da droga antiepiléptica. Muitas dessas drogas podem acarretar efeitos adversos, como sedação, sonolência, distúrbio de cognição, alterações do humor, cefaléia etc. Porém, esta função medicamentosa, é a do médico e não do neuropsicólogo.

A importância dos educadores terem conhecimento sobre as algumas doenças e suas conseqüências na educação deve ser ressaltada. No caso da epilepsia, o professor pode pensar que o mau rendimento do aluno refere-se às crises epilépticas; quando as dificuldades podem ser puramente emocionais. Variáveis ambientais podem interferir no comportamento dos pacientes/alunos e devem ser consideradas. A interferência do ambiente familiar, por exemplo, é relevante principalmente no modo de ação dos pais com relação às crianças epilépticas. Os pais muitas vezes não têm, assim como os professsores, conhecimento sobre epilepsia e acabam agindo com seus filhos de forma superprotetora e permissiva, fazendo com que eles fiquem inseguros e imaturos em seu desenvolvimento.

Não basta falar que a epilepsia pode trazer danos a memória das crianças, deve-se pensar em formas de auxiliar quem já vem apresentando déficits e formas de como intervir previamente para que existam formas compensatórias de evitar futuros agravamentos do quadro. Possíveis intervenções em crianças com epilepsia e problemas de memória:

• Informação: Os pais e professores devem receber uma explicação sobre as reais dificuldades de memória e aprendizagem da criança, além de alternativas para aprendizagem. Pais e professores devem, por exemplo, ter consciência de que a criança pode ou não lembrar-se de algumas coisas.

• A avaliação neuropsicológica da criança deverá dar base para educação desta criança, respeitando suas dificuldades e realçando as potencialidades.

• Utilização, em terapia, de mecanismos externos para auxiliar a memória (Diários, cadernos, agendas). Algumas crianças precisam de métodos combinados como auxílio de um relógio despertador e um caderno para que escreva tudo que precisará realizar durante o dia. Tudo com auxílio dos pais e professores.

• A criança deve utilizar suas próprias habilidades para trabalho das estratégias compensatórias e estratégias trabalhadas em terapia durante a reabilitação. As instruções dadas a ela devem ser diretas e simples.

• Treinamento das habilidades prejudicadas: que dependem da idade, capacidade intelectual, motivação e patologia subjacente. Para criar e treinar as estratégias, na maior parte das vezes, é necessário o auxílio de pais, professores, seguindo as orientações dos terapeutas.



terça-feira, 4 de maio de 2010

Doença de Alzheimer e Reabilitação: algumas informações importantes

O desenvolvimento de dificuldades progressivas com a memória durante o processo de envelhecimento tem sido interpretado de diferentes formas ao longo dos anos. O próprio Alois Alzheimer, ao descrever a doença que hoje recebe seu nome, sugeriu que o quadro demencial por ele observado representava uma “forma de envelhecimento acelerado”.

De fato, há várias evidências de que o desempenho intelectual do idoso normal apresenta discreta deterioração em tarefas que exigem maior velocidade e flexibilidade no processamento de informações.

A presença de sintomas depressivos e ansiosos parece ser uma importante fonte de vivência subjetiva de deterioração da memória não necessariamente considerada uma demência.

A demência ou o mal de Alzheimer é uma doença cerebral degenerativa primária, com aspectos neuropatológicos e neuroquímicos característicos, de início insidioso e desenvolvimento lento. Pode dar-se na meia idade ou até mais cedo (pré-senil), apesar de a maior incidência ocorrer em idade mais avançada. Quando o início dos sintomas aparece tardiamente, entre os 65 e 80 anos, são observados progressão lenta e comprometimento da memória como aspecto principal.
O diagnóstico de DA baseia-se no quadro clínico e na exclusão de outras causas de demência por meio de exames laboratoriais, sendo a avaliação neuropsicológica essencial para seu diagnóstico, já que avalia todo funcionamento cognitivo do indivíduo.

O quadro clínico da demência de Alzheimer caracteriza-se, de uma forma geral, por progressivo distúrbio da memória, associado a alterações na linguagem, nas habilidades atencionais, visuomotoras e visuoespaciais, além de alterações comportamentais. Muitas vezes, porém, dificuldades em estabelecer relações semânticas não são evidenciadas no início da doença.

Do ponto de vista clínico, a avaliação do grau de consciência da doença é relevante, pois a adesão ao tratamento e o desenvolvimento de intervenções não-medicamentosas, assim como de estratégias dirigidas ao aumento o bem-estar de pacientes e familiares, dependem em grande parte de quanto os pacientes reconhecem seu estado.

Após o diagnóstico, a reabilitação do paciente é imprescindível. Desta forma, a Reabilitação Neuropsicológica é um processo ativo que visa capacitar pessoas com déficits cognitivos causados por lesão ou doença, para que essas adquiram um bom nível de funcionamento social, físico e psíquico. Dessa maneira, a reabilitação implica maximizar funções cognitivas por meio do bem-estar psicológico, da habilidade em AVD e do relacionamento social, além de diminuir os déficits que ocasionam afastamento e isolamento social, dependência e discriminação.

Salienta-se ainda que foi descrito apenas  um panorama geral da doença, sendo importante a procura de profissionais especializados para detecção da problemática do paciente, orientação dos familiares e/ou encaminhamentos necessários.

Entre em contato conosco!!!

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Um pouquinho de Psicopedagogia

A Psicopedagogia é o campo de atuação que lida com o processo de aprendizagem humana. Sua natureza é interdisciplinar, portanto, integra vários campos de conhecimentos para compreensão do ato de aprender, tais como Filosofia, Psicologia, Pedagogia, Sociologia, Neurologia, Psicolingüística, entre outras.

O Psicopedagogo não é um professor particular e sim um mediador do conhecimento, já que compreende os processos de desenvolvimento e aprendizagem humana, recorrendo à estratégias psicopedagógicas ou áreas diversas para tratar as dificuldades ou transtornos de Aprendizagem
Lidando tanto com o campo preventivo (estudar as condições evolutivas da aprendizagem, buscando caminhos para aprendizagem mais eficientes) quanto terapêutico (buscar obstáculos e causas para a problemática já instalada).

O trabalho psicopedagógico destina-se à crianças, adolescentes e adultos com problemas de aprendizagem, orientação escolar e aos pais e assessoria quanto as questões voltadas a aprendizagem como cursos, palestras ou orientações na metodologia e ensino.

Processo de avaliação psicopedagógica

Etapas do Processo Psicopedagógico:

- Avaliação: tem finalidade de investigar e pesquisar quais obstáculos que levam o indivíduo a não aprender, aprender com lentidão e/ou com dificuldade. Avalia-se habilidades acadêmicas, psicomotoras, perfil cognitivo, emocional, humor e comportamento com testes específicos com a criança, escola e família, observações lúdicas e comportamentais, entre outras.


- Diagnóstico: busca observar a produção do indivíduo em avaliação. Há uma compreensão global da sua forma de aprender e dos desvios que ocorrem. Habilidades e dificuldades são apresentadas e hipóteses são formuladas.


- Devolutiva: encontro entre sujeito, terapeuta e família visando relatar os resultados obtidos durante a avaliação e seus devidos encaminhamentos.

- Intervenção: É o tratamento em si e/ou as orientações necessárias.

Artigo completo no site: http://www.clinicasociale.com.br

terça-feira, 13 de abril de 2010

O que é Dislexia???

“ A Dislexia é um distúrbio específico de linguagem, constitucional (neurológico), de origem genética, caracterizado pela dificuldade de decodificar palavras simples, resultando em problemas como dificuldade de leitura e de aquisição de linguagem, além de falhas na capacidade de ler e soletrar” (Associação Internacional de Dislexia)

Desde 1960 até dias atuais, a Dislexia vem sendo descrita com as seguintes características:

  1. Inteligência dentro da normalidade;

  2. Ausência de deficiências cognitivas, sensoriais e motoras;

  3. Presença de fatores neurobiológicos;

  4. Presença de histórico familiar;

  5. Presença de alterações em habilidades cognitivas que comprometam a atenção, memória e percepção;

  6. Ambiente sociocultural e escolar adequado;

  7. Persistência dos sintomas da infância até idade adulta.


    Tipos:

    - Dislexia de desenvolvimento/ primária/ específica: quando o fracasso na aquisição da completa competência na leitura/escrita é de origem constitucional.

    - Dislexia adquirida/ sintomática: quando as habilidades de leitura/escrita, já normalmente desenvolvidas, são perdidas como resultado de uma lesão cerebral

    Classificação atual das Dislexias:

    **DISLEXIA FONOLÓGICA OU DISFONÉTICA
    - Comprometimento da rota fonológica;
    - Dificuldade na leitura oral das palavras pouco familiares e pseudopalavras;
    - Dificuldade de memória de curto prazo fonológica e consciência fonológica;
    - Dificuldade de precisão no reconhecimento da palavra;
    - Tipos de trocas principais: Trocas letras surdas/sonoras, arquifonemas (ar,an, al), grupos consonantais, vogais e nasais, Omissões de letras;
    - Dificuldade e erros em ditados;


    ** DISLEXIA DISEIDÉTICA OU SUPERFICIAL
    - Comprometimento da rota lexical/ortográfica;
    - Dificuldade na leitura devido a problema de ordem visual (dificuldade para perceber a palavra como um todo);
    - Apresentam omissões, inversões, aglutinações, trocas espaciais –b/d, p/q, confusões na leitura (esguia/estria)
    - Vão pior na leitura de palavras irregulares (Tóxico por “tóchico”)- já que realizam leitura fonológica;


    ** DISLEXIA MISTA
    - Comprometimento nas duas rotas;


  • Fiquem alertas se a criança apresentar alguns desses sintomas descritos a seguir na Pré -Escola. Isso não significa necessariamente dislexia, mas pede atenção:

 - Dispersão;

- Fraco desenvolvimento da atenção;

- Atraso no desenvolvimento da fala e da linguagem;

- Dificuldade em aprender rimas e canções;

- Fraco desenvolvimento da coordenação motora;

- Dificuldade com quebra cabeça;

- Falta de interesse por livros impressos;




  • Já se na Idade Escolar, a criança continua apresentando alguns ou vários dos sintomas a seguir, é necessário um diagnóstico e acompanhamento adequado:
- Pobre conhecimento de rima (sons iguais no final das palavras) e aliteração (sons iguais no início das palavras);

- Desatenção e dispersão;

- Dificuldade em copiar de livros e da lousa;

- Dificuldade na coordenação motora fina (desenhos, pintura) e/ou grossa (ginástica,dança,etc.);

- Desorganização geral, podemos citar os constantes atrasos na entrega de trabalhos escolares e perda de materiais escolares;

- Confusão entre esquerda e direita;

- Dificuldade em manusear mapas, dicionários, listas telefônicas, etc...

- Vocabulário pobre, com sentenças curtas e imaturas ou sentenças longas e vagas;

- Dificuldade na memória de curto prazo, como instruções, recados, etc...

- Dificuldades em decorar seqüências, como meses do ano, alfabeto, tabuada, etc..

- Dificuldade na matemática e desenho geométrico;

- Dificuldade em nomear objetos e pessoas (disnomias)

- Troca de letras na escrita;

- Dificuldade na aprendizagem de uma segunda língua;

- Problemas de conduta como: depressão, timidez excessiva ou o ‘’palhaço’’ da turma;

- Bom desempenho em provas orais.

 
Se um adulto não teve um acompanhamento adequado na fase escolar ou pré-escolar, poderá apresentar dificuldades na leitura e escrita e até mesmo dislexia...

 
Por isso, em caso de dúvidas, procure um especialista.
Nosso telefone está disponibilizado neste Blog. É só ligar e tirar suas dúvidas!!!

segunda-feira, 12 de abril de 2010

TERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL

A Terapia Cognitiva utiliza o conceito da estrutura “biopsicossocial” na determinação e compreensão dos fenômenos relativos à psicologia humana, no entanto constitui-se como uma abordagem que focaliza o trabalho sobre os fatores cognitivos da psicopatologia. Leva em conta a influência do pensamento sobre o afeto, o comportamento, a biologia e o ambiente.

Nesta abordagem terapêutica, os indivíduos atribuem significado a acontecimentos, pessoas, sentimentos e demais aspectos de sua vida. Com base nisso, comportam-se de determinada maneira e constroem diferentes hipóteses sobre o futuro e sobre sua própria identidade. Em alguns momentos a resposta habitual pode ser uma característica geral dos indivíduos dentro de determinada cultura, em outros momentos estas respostas podem ser disfuncionais e derivadas de experiências particulares e peculiares a um indivíduo. Desta forma, o objetivo da Terapia é trabalhar a natureza de conceitos (resultados de processos cognitivos) envolvidos em determinada psicopatologia que adquirem respostas mal adaptadas ou disfuncionais do indivíduo, fornecendo estratégias capazes de corrigir estes conceitos disfuncionais. Os sistemas de crenças pessoais são testados com relação à suas conseqüências e funcionalidade para a vida do paciente dentro de contextos específicos.

O processo terapêutico, leva principalmente em conta as interpretações que cada um dá a si e aos acontecimentos para tentar entender e modificar suas emoções e seu modo de agir, esses são seus pilares centrais. O terapeuta irá ajudá-lo a entender esses problemas e a desenvolver maneiras de lidar com eles.

Algumas das razões comuns para fazer psicoterapia são:

- querer fazer mudanças positivas em sua vida;
- dificuldades com relacionamentos;
- desequilíbrio na vida conjugal, familiar, escolar, no trabalho;
- desenvolvimento pessoal;
- problemas de comunicação;
- trauma por sequestro, assalto, estupro;
- ansiedade;
- pânico;
- estresse;
- sintomas depressivos;
- luto;
- transtornos alimentares;
- falta de confiança em si e baixa auto-estima;
- excesso de ciúmes nas relações;
- TOC;
- falta do motivação;
- desajustes comportamentais em adolescentes;
- problemas de identidade e personalidade...