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domingo, 27 de janeiro de 2013

Algumas dicas sobre o TDAH - Transtorno de deficit de atenção e hiperatividade


Alguns pontos essenciais sobre o transtorno:

À primeira vista, a estatística soa alarmante: de 3 a 6% das crianças em idade escolar sofrem com o Transtorno de Déficit de Atenção com ou sem Hiperatividade (o nome oficial do TDAH), que muita gente conhece somente como hiperatividade. Quer dizer então que, numa classe de 30 alunos, sempre haverá um ou dois que precisam de remédio?

Não. Na maioria das vezes, o acompanhamento psicológico é suficiente. E, se o problema for bagunça ou desatenção, vale analisar se a causa não está na forma como você organiza a aula.


"Geralmente, a inquietação costuma estar mais relacionada com a dinâmica da escola do que com o transtorno", diz Ma­u­ro Muszkat, especialista em Neuropsicologia Infantil da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Quando o caso é mesmo de TDAH, são três os sintomas principais:agitação, dificuldade de atenção e impulsividade - que devem estar presentes em pelo menos dois ambientes que a crian­ça frequenta.

Por tudo isso, nun­­ca é demais lembrar que o diagnóstico precisa de respaldo médico. Veja cinco pontos essenciais sobre o transtorno.

Agitação não é hiperatividade

Há dias em que alguns alunos parecem estar a mil por hora e nada prende a atenção deles. Isso não significa que sejam hiperativos.
 
O problema pode ter raízes na própria aula - atividades que exijam concentração muito superior à da faixa etária, propostas abaixo (ou muito acima) do nível cognitivo da turma e ambientes desorganizados e que favoreçam a dispersão, por exemplo. Em outras ocasiões, as causas são emocionais.

"Questões como a morte de um familiar e a separação dos pais podem prejudicar a produção escolar", diz José Salomão Schwartzman, neurologista especialista em Distúrbios do Desenvolvimento da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo.
Nesses casos, os sintomas geralmente são transitórios. Quando ocorre o TDAH, eles se mantêm e são tão exacerbados que prejudicam a relação com os colegas. Muitas vezes, o aluno fica isolado e, mesmo hiperativo, não conversa.


Nem todos precisam de remédio

Entre os anos de 2004 e 2008, a venda de medicamentos indicados para o tratamento cresceu 80%, chegando a cerca de 1,2 milhão de receitas, segundo dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Diversos especialistas criticam essa elevação, apontando-a como um dos sinais da chamada "medicalização da Educação" - a ideia de tratar com remédios todo tipo de problema de sala de aula.                       
      
Quando a medicação é necessária, os estimulantes à base de metilfenidato são os  mais prescritos pelos médicos. Ao elevar o nível de alerta do sistema nervoso central, ele auxilia na concentração e no controle da impulsividade.

O medicamento não cura, mas ajuda a controlar os sintomas - o que se espera é que, juntamente com o acompanhamento psicológico, as dificuldades se reduzam e deixem de atrapalhar a qualidade de vida.

Vale lembrar que o remédio é vendido somente com receita e, como outros medicamentos, pode causar efeitos colaterais. Cabe ao médico avaliá-los.

O diálogo com a família é essencial

Conversas com a família e relatórios periódicos enviados para o profissional da saúde são indicados para facilitar a comunicação. É importante lembrar ainda que não é por causa do transtorno que professores e pais devem pegar leve com a criança e deixar de estabelecer limites - a maioria das dificuldades gira em torno da competência cognitiva, da falta de organização e da apreensão de informações, e não da relação com a obediência.

Durante os momentos de maior tensão, quando o estudante está hiperativo, manter o tom de voz num nível normal e tentar estabelecer um diálogo é a melhor alternativa.
 
"Se o adulto grita com a criança, ambos acabam se exaltando rápido e, em vez de compreender as regras, ela pode pensar que está sendo rejeitada ou mal compreendida", diz Muszkat.

 
Dicas para professores 

Adaptar algumas tarefas ajuda a amenizar os efeitos mais prejudiciais do transtorno.

Evitar salas com muitos estímulos é a primeira providência.

Deixar alunos com TDAH próximos a janelas pode prejudicá-los, uma vez que o movimento da rua ou do pátio é um fator de distração.

 
Outra dica é o trabalho em pequenos grupos, que favorece a concentração.

Já a energia típica dessa condição pode ser canalizada para funções práticas na sala, como distribuir e organizar o material das atividades.
 
Também é importante reconhecer os momentos de exaustão considerando a duração das tarefas.

Propor intervalos em leituras longas ou sugerir uma pausa para tomar água após uma sequência de exercícios, por exemplo, é um caminho para o aluno retomar o trabalho quando estiver mais focado.

De resto, vale sempre avaliar se as atividades propostas são desafiadoras e se a rotina não está repetitiva.

Esta, aliás, é uma reflexão importante para motivar não apenas os estudantes com TDAH, mas toda a turma.

Fonte: Revista Nova Escola

sábado, 28 de agosto de 2010

Ofício do MEC em relação aos alunos disléxicos ou com outras disfunções específicas

Extraído do Ofício nº 525 / MEC / SEESP / GAB - Brasília, 18 de agosto de 2003:

“De acordo com as Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica, a ação da Educação Especial tem como abrangência não apenas as dificuldades de aprendizagem relacionadas a condições, disfunções, limitações e deficiências, mas também aquelas não vinculadas a uma causa orgânica específica, considerando que, por dificuldades cognitivas, psicomotoras e de comportamento, alunos são freqüentemente negligenciados ou mesmo excluídos de apoios escolares.

O quadro das dificuldades de aprendizagem “absorve uma diversidade de necessidades educacionais, associadas à dificuldades específicas de aprendizagem, como a dislexia e disfunções correlatas, problemas de atenção, perceptivos, emocionas...”

Podemos destacar ainda em relação às Diretrizes Nacionais da Educação Especial na Educação Básica em que diz:
- Art. 8º: as escolas regulares devem prever e prover na organização de suas classes comuns, serviços de apoio pedagógico especializado em sala de recursos para atender às necessidades educacionais especiais dos alunos, utilizando procedimentos, equipamentos e materiais específicos. Além disso, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei 9.394/96) no seu art.59, inciso I, enfatiza que: “os sistemas de ensino assegurarão aos educandos com necessidades especiais: currículos, métodos, técnicas, recursos educativos e organização específicos, para atender às suas necessidades."

Em se tratando de alunos disléxicos, a escola em sua proposta pedagógica, deve prever avaliação individualizada de mecanismos diferenciados que facilitem esse processo, assim como permitir que o professor trabalhe com o aluno de forma diferenciada, observando suas necessidades e identificando adaptações que favoreçam o seu aprendizado.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) ???

O Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) caracteriza-se, principalmente, pela disfunção em três áreas de funcionamento: sustentação da atenção, agitação excessiva e auto-regulação de Impulsos. Esses déficits comportamentais aparecem relativamente cedo na infância, antes dos sete anos de idade, e permanecem durante o seu crescimento, comprometendo o funcionamento dessas crianças no seu dia-a-dia e podendo causar sérios prejuízos no desenvolvimento psicossocial e acadêmico delas.
Existem 3 tipos de TDAH com ou sem comorbidades, quer dizer, com outros sintomas associados. São eles:

1- TDAH do tipo predominante desatento.

Sintomas principais: Desatenção que pode ser identificada pelos seguintes sintomas - dificuldade de prestar atenção a detalhes ou errar por descuido em atividades escolares e de trabalho; dificuldade para manter a atenção em tarefas e atividades lúdicas; parecer não escutar quando falam com ele; não seguir instruções e não terminar tarefas escolares, domésticas ou deveres profissionais; dificuldade em organizar tarefas e atividades; evitar ou relutar em envolver-se em tarefas que exijam esforço mental constante (como tarefas escolares ou deveres de casa); perder coisas necessárias para realização de atividades; ser distraído por estímulos alheios à tarefa e apresentar esquecimentos em atividades diárias. Algumas crianças apresentam ainda, dificuldade de aprendizagem desde o início de sua vida escolar, devido ao déficit atencional.

2- TDAH do tipo Hiperativo/Impulsivo.

Sintomas principais da hiperatividade: Agitar mãos e pés ou se remexer na cadeira; abandonar sua cadeira em sala de aula ou outras situações nas quais se espera que permaneça sentado; correr ou escalar em demasia, em situações nas quais isto é inapropriado; dificuldade em brincar ou envolver-se silenciosamente em atividades de lazer; estar freqüentemente “à mil” ou muitas vezes agir como se estivesse “a todo vapor”; falar em demasia.

Sintomas da impulsividade: Freqüentemente responde de forma precipitada antes das perguntas terem sido concluídas; dificuldade em esperar a vez, freqüentemente interrompem ou se intrometem em assuntos de outros. Estas crianças têm dificuldade em lidar com a frustração, são imediatista, têm dificuldade para seguir regras e instruções, dificuldade para controlar seus impulsos, por isso apresentam altas taxas de impopularidade e de rejeição pelos colegas. Podem também apresentar dificuldade na aprendizagem nos primeiros anos de vida escolar, agressividade e imaturidade.

3- TDAH do tipo combinado.

Englobam todos os sintomas acima relatados: Déficit de atenção sustentada, hiperatividade e impulsividade.

TDAH X Escola


TDAH não é preguiça ou falta de esforço!!!

As principais dificuldades destas crianças na escola são:
• Dificuldade para filtrar distratores externos e internos: Têm facilidade para se distrair, seja com o que vê pela janela, alguém que passa pelo corredor, com o lápis do colega que cai no chão etc. Outra grande dificuldade dessa criança é controlar seu comportamento de ‘sonhar acordado’ (distrai-se com seus próprios pensamentos).
• Dificuldade em sustentar a atenção por tempo prolongado: É muito difícil para a criança portadora de TDAH prestar atenção em explicações longas e/ ou fixar atenção na leitura de parágrafos extensos. Sua atenção se desvia para outro foco em um curto espaço de tempo.
• Desorganização: Esquecem material a ser usado em sala de aula, há dificuldades para se organizar com datas, fazer anotações nos cadernos e agendas.
• Esquecem de algo que haviam estudado previamente: Isso ocorre porque a atenção era superficial enquanto estudavam e, assim, o material não é memorizado corretamente.

• Impulsividade: Não esperam o professor terminar a pergunta para respondê-la e dão respostas inadequadas ou incorretas, passam ao tópico seguinte sem terminar o anterior construindo anotações confusas ou inacabadas. Nas provas também não terminam de ler e já deduzem o que é para ser feito.


Para realizar o diagnóstico de TDAH, a criança e/ou adulto devem ser levados a um especialista que possa avaliar seu funcionamento cognitivo e comportamental. O diagnóstico é clínico e a forma de tratamento é estabelecida após a avaliação, assim como a orientação aos famíliares e à escola.

domingo, 13 de setembro de 2009

ATENDIMENTOS REALIZADOS

  • Avaliação Diagnóstica em Neuropsicologia e/ou Psicopedagogia
  • Atendimento Psicológico
  • Reabilitação Cognitiva
  • Atendimento Psicopedagógico nos diversos Distúrbios e Dificuldades de aprendizagem, Déficit de atenção e hiperatividade.
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Consultório: R: Padre Estevão Pernet, 733 - Tatuapé
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