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sexta-feira, 13 de março de 2015

Dicas para ajudar alunos Disléxicos em sala de aula


Retirado de: http://redes.moderna.com.br/


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sábado, 24 de janeiro de 2015

Transtorno de conduta

Segundo DSMV, para fechar critérios de um Transtorno de Conduta deve-se observar:

Um padrão de comportamento repetitivo e persistente no qual são violados direitos básicos de outras pessoas ou normas ou regras sociais relevantes e apropriadas para idade
- presença de ao menos 3 dos 15 critérios seguintes, nos últimos 12 meses, mas com ao menos 1 critério presente nos últimos 6 meses.
A
- Agressão a Pessoas e Animais
1) Frequentemente provoca, ameaça ou intimida outros.
2) Frequentemente inicia brigas físicas.
3) Usou alguma arma que pode causar danos físicos graves a outros (ex. bastão, tijolo, garrafa quebrada, faca, arama de fogo)
4) Foi fisicamente cruel com as pessoas.
5) Foi fisicamente cruel com animais.
6) Roubou durante o confronto com uma vítima (ex. assalto, roubo de bolsa, extorsão, roubo à mão armada)
7) Forçou alguém a atividade sexual.

- Destruição de propriedade
8) Envolveu-se deliberadamente na provocação de incêndios com a intenção de causar danos graves.
9) Destruiu deliberadamente propriedade de outras pessoas (excluindo provocação de incêndios)

-Falsidade ou Furto
10) Invadiu a casa, o edifício ou o carro de outra pessoa.
11) Frequentemente mente para obter bens materiais ou favores ou para evitar obrigações (“trapaceia”)
12) Furtou itens de valores consideráveis sem confrontar a vítima (ex: furto em lojas, mas sem invadir ou forçar a entrada; falsificação)

- Violações Graves de Regras
13) Frequentemente fica fora de casa à noite, apesar da proibição dos pais, com início antes dos 13 anos de idade.
14) Fugiu de casa, passando a noite fora, pelo menos duas vezes enquanto morando com os pais ou em lar substituto, ou uma vez sem retornar por um longo período.
15) Com frequência falta às aulas, com ínicio antes dos 13 anos de idade
B
A perturbação comportamental causa prejuízos clinicamente significativos no funcionamento social, acadêmico ou profissional.
C
Se o indivíduo tem 18 anos ou mais, os critérios para transtornos de personalidade antissocial não são preenchidos

   Na escola esses jovens podem apresentar alguns dos comportamentos a seguir:

 Mentiras
 Agressões físicas
 “Matar aula”
 Destruição de carteiras
 Roubo de material escolar
 Agressividade e ameaças contra professores e alunos
 Hostilidade com colegas de turma
 Ausência de remorso
 Comportamento sádico
 Consumo de álcool e drogas
 Desempenho escolar fraco
 Isolamento social
 Prática de bullying

    Pais e professores devem ficar atentos aos comportamentos dos jovens e procurar profissionais especializados. 

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Compreendendo a Adolescência

Devido às alterações hormonais, a adolescência é o período da vida do indivíduo em que ocorrem transformações corporais mais aparentes tanto na menina (menstruação, o aumento dos pelos pubianos, crescimento dos seios) quanto no menino (alteração da tonalidade da voz, o aumento dos pelos pubianos) e não são só essas transformações que afetam a vida da família e dos adolescentes, há ainda o lado emocional. Os adolescentes normalmente têm oscilações de sentimentos como ódio e amor, buscam por identificação, necessitando cada vez menos da ajuda dos adultos (o que frustra muitas vezes os pais). Há ainda a questão da cobrança de maior responsabilidade no meio social e familiar; como a escolha profissional, as tentativas de lidar com os sentimentos em relação ao sexo oposto, a vontade de conhecer intensamente o mundo, a instabilidade emocional, a implicância, a contestação diante de fatos da vida e principalmente o sentimento de não saber se ainda é criança ou adulto, já que muitas vezes o tratam como crianças e o cobram como adultos.
Diante de um corpo em mutação, os adolescentes precisam construir uma nova identidade e afirmar seu lugar no mundo. Desta forma, por trás de manifestações tão distintas quanto rebeldia ou isolamento, há inúmeros processos psicológicos para organizar um turbilhão de sensações e sentimentos. A adolescência é como um renascimento, marcado, dessa vez, pela revisão de tudo que foi vivido na infância. É como um ajuste de sentimentos. É na puberdade que o jovem reconstrói seu universo interno e cria relações com o mundo externo.

Os pais estranham muitas vezes e até ficam magoados, sentindo não fazer mais parte da vida de seus filhos, já que os adolescentes tendem a se afastaram um pouco e às vezes muito deles. Isso também é algo normal, já que os adolescentes procuram identificação com outros modelos que não os pais (que foram modelo em toda sua infância). Agora eles necessitam mudar, já que seu corpo e mente também mudaram. Normalmente os adolescentes buscam grupos de amigos que tenham os mesmos interesses, os mesmos gostos e desejos. A identificação poderá ser positiva para o adolescente, trazer crescimento e estruturação interna, mas também pode ser negativa, sobretudo quando a relação com o grupo é de grande dependência. No final da adolescência o jovem obtém uma identidade realizada e ele será capaz de sentir perceber-se como ser total. É de extrema importância que desde a infância, estes adolescentes tenham sido orientados quanto a posturas e comportamentos adequados para que neste período as coisas não “saiam do normal”. Questões como drogas, relacionamento, sexo, regras sociais, entre outras, devem ser abordadas. Os pais devem dialogar abertamente com os filhos, em clima de amizade no convívio familiar, tentando não impor suas vontades, mas criando um ambiente flexível, ameno, conciliador e democrático.

O jovem deve ficar à vontade para tirar dúvidas e conversar sobre o que ocorre com seu corpo sem que sinta medo de ser diminuído ou ridicularizado. Além disso, ele necessita de privacidade, se não quiser falar, deve ser respeitado.

A escola é também peça fundamental nesse processo. Ela jamais deve reduzir o comportamento do adolescente à pura rebeldia, deve sim escutá-lo, integrá-lo e respeitá-lo, abrindo portas ao diálogo, apontando normas de conduta da instituição e do convívio civilizado, apontando o que há de positivo no comportamento do próprio jovem para que desta forma, possa auxiliar na busca pela identidade.

Exemplos de ajuda que os adultos podem dar neste momento, seriam no sentido de ajudá-lo a perceber os seus pontos fortes, as suas fraquezas, amizades; orientá-los quanto às mudanças físicas e emocionais, esclarecer questões como “liberdade” que tanto desejam, diferenciando de libertinagem, sugerir atividades que o mantenham ocupados, ajudar a refletir as influências negativas do meio (manipulações publicitárias, consumismo...), ouvir muito mais, ter compreensão, animá-los nas horas difíceis, observar e orientar para que não abdiquem das suas idéias ou princípios, aprender a exigir e a ceder em algumas coisas, ajudá-los a suportar as contrariedades que qualquer responsabilidade implica, lembrar também de que já fomos adolescentes incompreendidos e rebeldes e principalmente ajudá-los refletir sobre atitudes e comportamentos antes de tomá-los.

Observa-se muito que os adolescentes assim como os seus familiares estão, na maioria das vezes, desinformados sobre as mudanças que ocorrem nesta fase, gerando, na maioria das vezes, conflitos na relação e dificuldades na convivência. Cabe aos profissionais da área da Saúde preencher essas lacunas com informação, orientação e acolhimento. Em caso de dúvidas, procure um profissional habilitado!!!