sábado, 24 de janeiro de 2015

Transtorno de conduta

Segundo DSMV, para fechar critérios de um Transtorno de Conduta deve-se observar:

Um padrão de comportamento repetitivo e persistente no qual são violados direitos básicos de outras pessoas ou normas ou regras sociais relevantes e apropriadas para idade
- presença de ao menos 3 dos 15 critérios seguintes, nos últimos 12 meses, mas com ao menos 1 critério presente nos últimos 6 meses.
A
- Agressão a Pessoas e Animais
1) Frequentemente provoca, ameaça ou intimida outros.
2) Frequentemente inicia brigas físicas.
3) Usou alguma arma que pode causar danos físicos graves a outros (ex. bastão, tijolo, garrafa quebrada, faca, arama de fogo)
4) Foi fisicamente cruel com as pessoas.
5) Foi fisicamente cruel com animais.
6) Roubou durante o confronto com uma vítima (ex. assalto, roubo de bolsa, extorsão, roubo à mão armada)
7) Forçou alguém a atividade sexual.

- Destruição de propriedade
8) Envolveu-se deliberadamente na provocação de incêndios com a intenção de causar danos graves.
9) Destruiu deliberadamente propriedade de outras pessoas (excluindo provocação de incêndios)

-Falsidade ou Furto
10) Invadiu a casa, o edifício ou o carro de outra pessoa.
11) Frequentemente mente para obter bens materiais ou favores ou para evitar obrigações (“trapaceia”)
12) Furtou itens de valores consideráveis sem confrontar a vítima (ex: furto em lojas, mas sem invadir ou forçar a entrada; falsificação)

- Violações Graves de Regras
13) Frequentemente fica fora de casa à noite, apesar da proibição dos pais, com início antes dos 13 anos de idade.
14) Fugiu de casa, passando a noite fora, pelo menos duas vezes enquanto morando com os pais ou em lar substituto, ou uma vez sem retornar por um longo período.
15) Com frequência falta às aulas, com ínicio antes dos 13 anos de idade
B
A perturbação comportamental causa prejuízos clinicamente significativos no funcionamento social, acadêmico ou profissional.
C
Se o indivíduo tem 18 anos ou mais, os critérios para transtornos de personalidade antissocial não são preenchidos

   Na escola esses jovens podem apresentar alguns dos comportamentos a seguir:

 Mentiras
 Agressões físicas
 “Matar aula”
 Destruição de carteiras
 Roubo de material escolar
 Agressividade e ameaças contra professores e alunos
 Hostilidade com colegas de turma
 Ausência de remorso
 Comportamento sádico
 Consumo de álcool e drogas
 Desempenho escolar fraco
 Isolamento social
 Prática de bullying

    Pais e professores devem ficar atentos aos comportamentos dos jovens e procurar profissionais especializados. 

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Educando sem conflitos?

Texto muito interessante da Folha de São Paulo sobre maneiras atuais na forma de educar crianças e adolescentes.  Copie e cole o link abaixo...


http://www1.folha.uol.com.br/colunas/roselysayao/2014/10/1539418-conflitos.shtml 

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Memória operacional e interferência na capacidade de aprendizagem


A memória operacional e a inteligência estão relacionadas, porém, diferem em um importante aspecto. Medir a memória operacional de uma criança nos dá uma indicação do seu potencial de aprendizado, enquanto o teste de QI normalmente testa o conhecimento que a criança préadquiriu em casa ou na escola.
Os testes de memória operacional não buscam obter informações sobre conhecimento adquirido — pelo menos, não tanto quanto os testes de QI — e sim, procuram medir a capacidade ou potencial da criança de adquirir e processar novas informações.
A memória operacional é uma importante habilidade que a criança precisa desenvolver para ser bem-sucedida na escola.
A maioria das crianças com dificuldades específicas de aprendizado nas áreas de linguagem ou matemática apresentam dificuldades na memória operacional. Abaixo alguns exemplos dos mais conhecidos distúrbios de aprendizado:

Dislexia

A dislexia é o distúrbio de aprendizado que mais afeta a leitura e a escrita. Crianças que sofrem de dislexia acham difícil aprender a ler e escrever. Elas cometem inúmeros erros (como a inversão de letras), além de serem lentas para ler e escrever. Crianças disléxicas comumente têm baixa capacidade de memória operacional. Alguns pesquisadores atribuem à baixa capacidade de memória operacional a principal causa das dificuldades de leitura e escrita de uma criança disléxica. À medida que aprendemos a ler e escrever, nós usamos nossa memória operacional para associar letras com os seus sons correspondentes, formando assim palavras, e finalmente combinamos palavras para formar frases. Por exemplo, se a criança ler a complicada palavra “onomatopéia”, ela precisará saber o som de cada letra individual, [O], [N], [O], [M], [A], [T], [O], [P], [É], [I], [A], além de também precisar juntar esses sons individuais no intuito de formar uma única palavra [onomatopéia]. Essa atividade envolve armazenamento e processamento simultâneos da informação, portanto, não é de se surpreender que crianças com problemas de memória operacional apresentem dificuldade na leitura e escrita.

Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade - TDAH

Crianças com TDAH frequentemente apresentam dificuldades de memória operacional. No entanto, nem toda criança com déficit de memória operacional é hiperativa. Muito pelo contrário, crianças com baixa memória operacional muito raramente apresentam sintomas impulsivos ou hiperativos, e normalmente não perturbam o decorrer normal da aula. Contudo, elas comumente têm problemas com a sua atenção. Ainda não está muito claro como o TDAH e a memória operacional se relacionam.

Distúrbio Específico de Linguagem – DEL

Embora o ato de aprender a falar pareça ocorrer com naturalidade para a maioria das crianças, algumas delas têm dificuldades para adquirir e desenvolver linguagem. Essas crianças podem apresentar o que é chamado de Distúrbio Específico da Linguagem, ou DEL. Crianças com DEL normalmente são lentas para aprender a se comunicar em sua língua materna, e geralmente manifestam dificuldades particulares no aprendizado da gramática (por exemplo, o uso correto das formas verbais, conjugações, preposições, etc).

Muitas crianças com problemas da fala e linguagem também apresentam baixa capacidade de memória operacional. A memória empobrecida torna-lhes difícil lembrar os sons individuais que formam palavras não familiares, e consequentemente torna difícil a repetição de novas palavras quando estas são ouvidas pela primeira vez. Como as crianças pequenas aprendem a falar as suas primeiras palavras ao repetir o que ouvem nos ambientes que as cercam, não é de se espantar que baixas capacidades de memória operacional influenciem bastante a aquisição da linguagem oral.

Trechos retirados: Journal of Speech Language and Hearing Research (Are working memory measures free of socioeconomic influence?), Tese da Universidade de Nova York (Working Memory and Learning: A 3-Year Longitudinal Study of Children Growing Up In a Multilingual Environment).

domingo, 21 de setembro de 2014

domingo, 7 de setembro de 2014

Depressão infantil

depressão em crianças e adolescentes tem aumentado consideravelmente em todo o mundo. O transtorno depressivo é a principal causa de incapacidade de realização das tarefas do dia a dia entre jovens de 10 a 19 anos. 

Há, ainda, um fator genético que exerce influência. A ciência já comprovou que, quando há episódios de depressão na família, a probabilidade de a criança desenvolver algum transtorno mental aumenta consideravelmente. Se as vítimas forem mãe ou pai, as chances podem ser até cinco vezes maiores. Além disso, um distúrbio psiquiátrico – os mais comuns em crianças são de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), de conduta e de ansiedade - pode abrir precedente para outro. Estudos conduzidos em 2012 pelo Hospital das Clínicas (SP) mostram que mais de 50% das crianças ansiosas experimentarão, pelo menos, um episódio de depressão ao longo da vida.

Não é só tristeza
O quadro depressivo de um adulto difere do de uma criança. Enquanto o adulto sofre com alteração de humor, falta de prazer em viver, de executar as tarefas, recolhimento, alterações de sono e de apetite, as crianças nem sempre dão sinais tão característicos. Podem apresentar: irritabilidade, agitação, explosões de raiva e agressividade, tristeza, sensação de culpa e de melancolia. Não raro, a depressão é confundida com TDAH, por isso, é fundamental que se procure um profissional especializado. 
É claro que, assim como nós, a criança também não está imune à tristeza, a acordar sem vontade de se relacionar com as pessoas ou ao mau humor. O que se aconselha é tentar entender o contexto do seu filho, principalmente, observar a duração desses sentimentos (mais de um mês já é preocupante), a intensidade e de que maneira eles estão afetando a vida.

Assim como existem fatores facilitadores do transtorno depressivo, há outros que são protetores. Isso significa que o aparecimento da doença está intimamente ligado a uma equação de equilíbrio dessa balança. Mesmo que a criança tenha propensão genética e viva em um ambiente pouco favorável, ela pode não desenvolver o quadro e vice-versa.
Um bom funcionamento cognitivo, estabilidade e organização familiar, ambiente amoroso e ausência de fatos estressantes na vida da criança contribuem com a prevenção. Todos eles podem ser construídos e reforçados em casa, por você e por toda a família. Lembre-se: a criança que cresce com amor, carinho, que recebe atenção e proteção dos pais, dificilmente vai enfrentar problemas de comportamento ou desenvolvimento. E, ainda que os enfrente, serão mais facilmente superados.


Por isso, se tiver dúvidas, marque uma avaliação...
2609. 7396


quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Clínica Multiprofissional

Contamos ainda com profissionais experientes e competentes das áreas de Psicologia, Psicopedagogia, Neuropsicologia, Fonoaudiologia, Fisioterapia, RPG, Acupuntura, Pilates Solo, Massoterapia, Quick Massage, Shiatsu,Yoga e professores especialistas para reforço escolar.

Os atendimentos ocorrerão de Segunda à Sexta das 8 às 21 hs e aos Sábados das 8 às 15hs.

Ligue, mande ou deixe mensagem e tenha mais informações...
Atendemos alguns convênios e particulares.
www.clinicasociale.com.br

2609. 7396 ou 99575.2401

quarta-feira, 23 de julho de 2014

TEA - Transtorno do Espectro Autista



Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um termo que engloba um grupo de afecções do neurodesenvolvimento, cujas características envolvem alterações qualitativas e quantitativas da comunicação (linguagem verbal e/ou não verbal), da interação social e do comportamento (estereotipias, repetiçoes, restrinção de interesses). No espectro, o grau de gravidade varia de pessoas que apresentam um quadro leve, e com total independência e discretas dificuldades de adaptação, até aquelas pessoas que serão dependentes para as atividades de vida diárias (AVDs), ao longo de toda a vida.
Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID 10): 

Consideram-se como TEA os seguintes diagnósticos:
 F84 - Transtornos Globais do Desenvolvimento;
 F84 - Autismo Infantil;
 F84.1 - Autismo Atípico;
 F84.5 - Síndrome de Asperger;

 F84.8 - Outros Transtornos Globais do Desenvolvimento;
 F84.9 - Transtornos Globais não Especificados do Desenvolvimento.
 
 

O diagnóstico se faz pelo quadro clínico, conforme critérios estabelecidos pela CID 10, sendo que os instrumentos de triagem, de diagnóstico e escalas de gravidade podem auxiliar na avaliação e em sua padronização.
 
 
Segundo a CID 10 (OMS, 1993), o TEA apresenta as seguintes caracteristicas:
A. Atrasos ou funcionamento anormal em, pelo menos, uma das seguintes áreas, com início antes dos 3 anos de idade: (1) interação social; (2) linguagem para fins de comunicação social; ou (3) jogos imaginativos ou simbólicos.
B. Um total de seis (ou mais) itens de (1), (2) e (3), com pelo menos dois de (1), um de (2) e um de (3):
 
- 1) Prejuízo qualitativo na interação social, manifestado por, pelo menos, dois dos seguintes aspectos:
(a) prejuízo acentuado no uso de múltiplos comportamentos não-verbais, tais como contato visual direto, expressão facial, posturas corporais e gestos para regular a interação social;
(b) fracasso em desenvolver relacionamentos com seus pares apropriados ao nível de desenvolvimento;
(c) falta de tentativa espontânea de compartilhar prazer, interesses ou realizações com outras pessoas (p.e., não mostrar, trazer ou apontar objetos de interesse);
(d) falta de reciprocidade social ou emocional.
- 2) Prejuízos qualitativos na comunicação, manifestados por, pelo menos, um dos seguintes aspectos:
(a) atraso ou ausência total de desenvolvimento da linguagem falada (não acompanhado por uma tentativa de compensar através de modos alternativos de comunicação, tais como gestos ou mímica);
(b) em indivíduos com fala adequada, acentuado prejuízo na capacidade de iniciar ou manter uma conversação;
(c) uso estereotipado e repetitivo da linguagem ou linguagem idiossincrática;
(d) falta de jogos ou brincadeiras de imitação social variados e espontâneos apropriados ao nível de desenvolvimento.
- 3) Padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses e atividades, manifestados por, pelo menos, um dos seguintes aspectos: 4
 
(a) preocupação insistente com um ou mais padrões estereotipados e restritos de interesse, anormais em intensidade ou foco;
(b) adesão aparentemente inflexível a rotinas ou rituais específicos e não-funcionais;
(c) maneirismos motores estereotipados e repetitivos (p.e., agitar ou torcer mãos ou dedos, ou movimentos complexos de todo o corpo);
(d) preocupação persistente com partes de objetos.
C. A perturbação não é melhor explicada por Transtorno de Rett ou Transtorno Desintegrativo da Infância.
Associadas aos critérios acima, outras características podem ser identificadas, tais como: dificuldade em sentir empatia em relação aos demais e apresentar crises de agitação, podendo haver auto ou heteroagressividade, quando contrariados ou decepcionados.
Pode ocorrer, ainda, hipersensibilidade sensorial, chegando à irritação extrema, ou obtenção de prazer com estímulos ou sensações tidas como desagradáveis ou indiferentes para a maioria das pessoas. Isso pode levar a comportamentos, tais como: visão lateral (olhar com o canto dos olhos), no intuito de diminuir excesso de estímulo; ficar passando a mão em objetos, repetitivamente; ter fixação por água, seja na estimulação tátil, ao se banhar, seja na visual, na apreciação do movimento dela; ter crises de agitação em transporte público ou ambientes barulhentos; ter restrição alimentar baseado em texturas, sabores ou cores.
São características da linguagem: o uso de palavras de forma peculiar, de pronome reverso (falar de si na terceira pessoa); apresentar ecolalia, isto é, repetição de palavras ou frases que escuta (fato comumente associado à capacidade de imitação, mas que não tem a mesma função no desenvolvimento social). A fala costuma ser monótona e, por vezes, com tom pedante e rebuscado, como visto nos pacientes com Síndrome de Asperger.
A restrição de interesse e a repetição aparecem: na forma de brincar, seja com objetos ou brinquedos, sendo usados com propósitos diferentes ou restritos em relação às possibilidades, e no interesse por poucos tipos de brinquedos, programas de televisão ou temas de conhecimento. Tende a ser difícil redirecionar o interesse das pessoas com TEA para outras atividades e elas não costumam ser usadas como meio facilitador do contato social. No caso em que este interesse propicie o contato, a atividade é mantida apenas de acordo com o interesse do indivíduo, que não consegue modular e adequar-se ao interesse do outro.
 
 
Se tiver duvidas quanto ao diagnóstico, se seu filho(a) apresenta algumas destas características, ligue e marque uma consulta para uma investigação com maior profundidade....Realizamos avaliação neuropsicológica (explicada abaixo):
 
 
 
A avaliação neuropsicológica auxilia nos processos diagnósticos e no planejamento de intervenções com base no perfil intelectual e cognitivo de cada indivíduo. A avaliação pode mensurar os déficits e habilidades do paciente, comparada com seus pares e com seu próprio desempenho em outras áreas e, dessa forma, direcionar a intervenção para os pontos específicos que devem ser trabalhados para o indivíduo se desenvolver. Outro ponto importante é no acompanhamento evolutivo das funções cognitivas pré e pós-intervenções farmacológicas e não farmacológicas e na identificação dos sinais mais específicos para o diagnóstico e intervenções precoces.