quarta-feira, 25 de junho de 2014

Dicas para melhorar de vida


1- REMOVA OS OBSTÁCULOS MENTAIS QUE ESTÃO TRAVANDO O SEU DESENVOLVIMENTO

Quando enfrentamos algum as dificuldades na vida e isso nos vai conduzindo à frustração, desanimo e pessimismo, é natural que possamos desenvolver algumas crenças que quando enraizadas nos prejudicam ainda mais os problemas originais. Frases como:
  • Eu não consigo fazer isso.
  • Eu acabo sempre fazendo asneiras.
  • Nada acontece do jeito que eu quero
  • Não vale a pensa seguir os meus sonhos
  • Eu tenho de castigar quem me prejudicou
  • Todo o mundo me prejudica
  • Eu não atinjo o que pretendo porque não tenho dinheiro
 
Podem existir muitos motivos que nos conduzem a este tipo de pensamentos. Você pode sentir como se o mundo estivesse contra si. E nesse estado mental tenha criado uma ideia pejorativa, deixando que essas ideias o guiem e moldem quem você é, como você se sente, e o que você faz. A sua vida pode estar a ser muito menos significativa, satisfatória ou agradável do que gostaria. Quando as crenças negativas se impõem, a tendência é que as emoções como medo, frustração, raiva ou tristeza se façam sentir mais do que deveriam. O seu pensamento pode ter vindo a ficar mais pessimista e como consequência os seus comportamentos comprometem o que você está tentando alcançar. Em resultado instala-se a negatividade e a sua perspectiva de futuro pode ser pouco esperançosa. Seja o que for, o mais provável é que tenha sido você mesmo a construir os seus próprios obstáculos mentais. Está na hora de removê-los e tomar a vida nas suas mãos, diminuindo os seus condicionalismo mentais.

2- RECONHECER E ACEITAR AS EMOÇÕES NEGATIVAS É UMA VANTAGEM PARA A VIDA

Usualmente rejeitamos as nossas emoções negativas. Numa primeira análise até poderíamos considerar lógico, mas se aprofundarmos o tema um pouco mais, podemos tentar perceber porque razão estamos preparados para sentir essas emoções desagradáveis. De um ponto de vista evolutivo, as emoções negativas fazem todo o sentido, elas alertam-nos para os perigos, para aquilo que não gostamos, para aquilo que perdemos, para aquilo que nos é desagradável. As emoções negativas fazem-se sentir como um incomodo, para mais facilmente serem notadas, para que possamos dirigir a nossa atenção para a possível causa dessas mesmas emoções. Ainda que desagradáveis, as emoções negativas são um processo que na grande maioria das vezes joga a nosso favor. Mas para que possamos tirar partido da manifestação incômoda das nossas emoções negativas, importa aceitá-las. Você não tem que gostar de sentir-se mal, mas pode aceitar a expressão das suas emoções como algo natural de acontecer. Todos estamos preparados geneticamente para sentir, não podemos não sentir.
Depois de reconhecer que as emoções negativas se manifestam em você, perceba qual a razão para que isso possa  acontecer e decida qual a melhor forma de lidar com aquilo que sente. Tente perceber se deve reagir, por exemplo, ao fato de estar zangado porque alguém mentiu para você, reagindo de forma hostil, ou se é preferível mostrar à pessoa que não havia razões para mentir, e que na próxima vez pode ser sincera.


 

3- MANTENHA-SE OTIMISTA NAS ADVERSIDADES

A adversidade é uma condição da vida. Algo tão simples como vencer a inércia, como vencer a força da gravidade para nos movimentarmos, por si só, já pode ser considerado adversidade. Obviamente que damos isso como garantido e quando nos referimos as adversidades na vida, pensamos sempre em obstáculos difíceis de ultrapassar; perdas, catástrofes, doenças ou alguma limitação ou ausência de capacidade que possamos ter. Muitos de nós temos legitimidade para ficarmos abatidos com algumas adversidades que enfrentamos na vida, no entanto, não temos necessariamente que reagir com negativismo e pessimismo. Certamente se adotarmos uma atitude positiva, alcancaremos uma solução ou minimizaremos o problema.

4- SABER IMPULSIONAR A MOTIVAÇÃO

A nossa motivação estabelece uma forte relação com as nossas emoções. Se associarmos maioritariamente a motivação ao nosso estado emocional, provavelmente iremos deparar-nos, aqui e ali, com a perda da mesma. As emoções são voláteis. E como tal, por vezes nos sentiremos abatidos, no fundo do poço, sem energia, sem vontade, tristes. Num destes estados, a motivação tende a diminuir. Quando você sente motivação para as suas tarefas, para os seus desafios, atividades e responsabilidades, ótimo, as suas emoções positivas irão ajudar. Mas quando você não se sente motivado? Aí, as suas emoções irão prejudicá-lo. Nesses momentos, você tem de ser capaz de desapegar-se do seu estado emocional e impulsionar a sua motivação. Uma técnica eficaz é você focar-se no resultado que quer ver alcançado, e mesmo sem vontade, movimentar-se pela sua razão, pela experiência que tem e por aquilo que sabe. A motivação pode ser muito mais uma ideia, um conceito que você tem acerca de você mesmo, daquilo que você quer fazer, daquilo que é significativo para si.

5- SEJA MESTRE DE VOCÊ MESMO DESENVOLVENDO AUTOCONHECIMENTO

Enquanto seres humanos somos compostos das nossas aprendizagens, dos nossos sucessos, conquistas, sonhos, objetivos, crenças, mas igualmente pelas nossas frustrações, impulsos, perdas, fracassos, desilusões. Tudo isso, por vezes expressa-se em nós, umas vezes sobre a nossa autoridade e outras de forma automática, sem estarmos cientes. Por exemplo, sem percebermos que é a nossa frustração que está a tomar as rédeas das nossas ações. Se essas ações são intempestivas e excessivamente reativas, o mais certo é que nos conduzam a algo que não nos beneficia. Neste sentido, é importante tomarmos conhecimento acerca daquilo que nos constitui, daquilo que nos caracteriza. Temos de perceber que tipo de padrão de pensamento e comportamento mais se expressa em nós, e em que situações. Após este exercício de autoconhecimento, você fica mais capaz de pode construir uma resposta ou um curso de ação de acordo com o resultado que você pretende atingir. Ou seja, agir, pensar de forma deliberada e em consciência. sabendo orientar a si mesmo de acordo com os seus valores e significado de vida. Evitando arrependimentos futuros ou entrar num ciclo de desculpas insalubres.

6- SUPERE A SUA DOR EMOCIONAL

Se acha que carrega algumas feridas emocionais que recorrentemente afetam negativamente a sua vida, certamente se beneficiará muito em curar essas feridas e superar a sua dor emocional. Rancor, azedume, irritabilidade, desdém, frustração, mau-humor, respostas reativas, afastamento social, são algumas das coisas que pode estar vivenciando devido à sua carga emocional. Todos estes estados ou emoções tendencialmente prejudicam a vida, fazem de nós pessoas amarguradas, por vezes leva-nos a desempenharmos um papel de vítima ou de miserabilismo. Não tem de ser assim. Muito pode ser feito.
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 7 - ENFRENTE SEUS PROBLEMAS
Inevitavelmente quando estamos com problemas na vida, sentimos ansiedade. Se nos deixarmos levar pelos sintomas negativos da ansiedade podemos ter impulso para nos afastarmos da resolução do problema, pelo incomodo gerado. A ansiedade pode ser avassaladora ao ponto de se tornar mais incapacitante do que a própria preocupação associada ao problema que se enfrenta. A prioridade pode passar a ser evitar os sintomas negativos da ansiedade e relegar para segundo plano a construção de ações que solucionem a situação que se atravessa. Perante esta atitude, a pessoa vê o seu problema original aumentar e com isso a ansiedade aumenta também. Entra-se num ciclo de negatividade que vai retirando capacidade de ação à pessoa. Se você se encontra numa situação semelhante à descrita, não se paralise no problema, faça algo. Por muito difícil e incomodo que possa parecer-lhe, evitar o problema só piora a situação. Procure apoio, avance pouco a pouco, mas faça algo.

8 - SUPERE O SEU MEDO, CONQUISTE OS SEUS SONHOS
O medo é uma emoção muito forte, construído em falsos pressupostos, ou seja, em ideias criadas por nós baseadas em distorções do pensamento. Usualmente o medo leva à paralisação da ação. É um sabotador de sonhos e objetivos. Ele nos faz disparar um padrão mental de pensamento negativo, que pode nos conduzir ao lado mais sombrio da nossa vida. Importa perceber até que ponto o medo que estamos sentindo, não é um medo real, não é um medo acerca de algo que  coloca a nossa vida física em risco. O medo pode ser subjetivo, como o medo de perder o emprego, não passar no exame ou perder um relacionamento. Se avalia que o medo que sente é essencialmente criado por você mesmo, por algum insegurança ou exacerbação de pensamentos, o primeiro passo é desapegar-se das sensações incomodas. Não se pode deixar orientar-se por aquilo que sente no momento, mas sim por um processo de raciocínio lógico em que possa construir um planejamento para lidar de forma eficaz com os gatilhos do seu medo infundado.
9- DESAPEGUE-SE DO SEU PASSADO CASTRADOR
Se a sua vida lhe deixou marcas, se você está ressentido com alguns acontecimentos do passado e, maioritariamente movimenta-se à sombra do que lhe aconteceu, esse pode ser um fardo que o prejudica. Invista algum do seu tempo tentando perceber que situações o mantêm preso no passado e se vale a pensa continuar ancorado a esses acontecimentos. Certamente muitas coisas boas permanecem na sua vida e outras tantas podem vir a acontecer. Você de tentar aumentar a probabilidade de atingir o que sonha e trilhar o caminho pelas suas mãos. Mas se ficar agarrado ao passado, vivendo o que não desejava ter vivido, nesse estado os seus recursos podem ficar diminuídos.






10- MELHORE O SEU HUMOR
Por vezes as vicissitudes da vida nos coloca para baixo, endurecem-nos a pele, enrijecem-nos as emoções e caminhamos com um olhar acinzentado sobre a vida. Isto nada de bom nos trás. Pelo contrário, coloca-nos em estados deprimidos, e por vezes entorpecidos. Por esta razão você deve esforçar-se por melhorar o seu humor. Não fique à espera que algo aconteça para que ele melhorar, contribua com atitudes e comportamentos positivos.

Trechos retirados do livro:Como Muda a Sua Vida Para Melhor


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terça-feira, 24 de junho de 2014

Pensamentos geram comportamentos


Pensamentos geram sentimentos e estes geram os comportamentos, ações e promovem suas reações, saber monitorar e até mesmo controlar os pensamentos podem promover uma mudança radical nos resultados, confira os 3 principais passos para controlar seus pensamentos.

Entender que são os pensamentos que comandam nossas ações é essencial para aumentar a consciência sobre quais são os pensamentos que dominam a nossa mente, bons pensamentos, ou, pensamentos positivos, promovem bons comportamentos e ações, porém, os maus pensamentos, ou, pensamentos negativos, geram maus comportamentos.
Os pensamentos, em sua maioria, são involuntários, ou ainda, promovidos pelo ambiente que é fator determinante para bons e maus pensamentos. Você já reparou no ambiente que vivem as pessoas, o lugar, a sensação que ele provoca?
Pesquisas com as pessoas mais bem sucedidas comprovam que praticamente todas as pessoas que se destacam em suas carreiras já fracassaram, e muitas delas, por insistir em relacionamentos que enfraquecem os pensamentos positivos, e só conseguiram se destacar e ter sucesso quando saíram de onde estavam e fora em busca de seus objetivos. E onde estão esses objetivos, senão no ambiente apropriado, ou seja, em um ambiente poderoso e vitorioso?
Para destacar de forma objetiva os principais passos para mudar os pensamentos e alinhar os sentimentos e comportamentos em busca de melhores resultados, destaco os 3 principais passos, confira:
1. Mude o ambiente
Quando falo em mudar o ambiente, me refiro à evitar pessoas negativas, lugares deprimentes ou desanimadores, e isso é muito particular à cada um de nós, porém mais importante que mudar o ambiente externo é mudar o ambiente interno, pois antes de mais nada, você vive dentro de você, e se não começar mudando os seus pensamentos, dificilmente mudar o ambiente externo vai resolver.
Algumas dicas para mudar os pensamentos negativos e repetitivos: Se você gosta de uma música, ou se você já teve em sua vida um momento em que foi muito feliz, algum momento de alegria incondicional, ou ainda, se você tem em sua vida alguma pessoa que você ama ou é muito grato, concentre-se nesse pensamento, seja da música, do momento ou qualquer fato que te traga alegria, então, todas as vezes que você se deparar com pensamentos negativos, concentre-se na imagem ou som que traz alegria, e não deixe o pensamento negativo continuar por nem mais um segundo.
Agora com essa estratégia você começa a se blindar contra os pensamentos negativos, então vamos ao passo 2.
2. Passe adiante boas atitudes
Quantas vezes você já se deparou com pessoas mal humoradas, estejam elas trabalhando ou não, quantas vezes você já passou por um pedágio, ou roleta do ônibus, e o cobrador estava mal humorado, reclamando baixinho, e quantas vezes isso "pegou" em você ou em alguém que passou em sua frente?
Passar adiante boas atitudes ajuda a quebrar o ciclo do ódio que está sendo distribuído pelas pessoas de forma inconsciente. Essa atitude causa um efeito borboleta positivo, onde pessoas que são bem tratadas tendem a tratar melhor outras pessoas e desta forma criar uma harmonia por onde passam, para conseguir fazer isso é necessário que você ...
3. Forme um novo hábito
Hábitos são comportamentos que foram desenvolvidos através de constante repetição, e para mudar um hábito somente é possível com a substituição por outro, e aí está um desafio, pois pesquisas comprovam que para adquirir um novo hábito são necessários 21 dias de prática constante, ininterrupta, por isso torna-se um desafio.
A questão é, você quer mudar seus pensamentos? Quer mudar seus sentimentos e por consequência seus comportamentos? Se a resposta é sim, então há uma necessidade de criar um novo hábito referente aos pensamentos, e isso se conquista com 21 dias seguidos de prática, com uma estratégia poderosa.
5 dicas para criar um novo hábito
1. Faça uma estratégia de como vai fazer para mudar o mau hábito.
2. Coloque lembretes de forma que possa consultar e ser lembrados por eles.
3. Afaste da sua mente a vontade de parar de criar o novo hábito, porque esse pensamento certamente virá.
4. Relacione-se com pessoas positivas, bem sucedidas, ou pelo menos com boas intenções de ser bem sucedido.
5. Pense na recompensa que receberá com esse novo hábito criado, e faça uma imagem na sua mente de como sua vida será após a conquista desse novo hábito.
Lembrete importante:
Lembre-se que o comando da sua vida está em suas mãos, ou melhor, em seus pensamentos, crie bons pensamentos e seja bem sucedido, seguir a regra de ouro pode ajudar: “Trate os outros como você gostaria de ser tratado”.
 
Artigo retirado do site: www.administradores.com.br

sábado, 29 de março de 2014

Ansiedade


Trechos retirados da entrevista de Augusto Cury a Revista Época, falando sobre sintomas da ansiedade e como evitá-la:

"Treinar seu eu a dar um choque de lucidez em cada pensamento perturbador. Isso é um treino diário...temos de impugnar cada ideia, cada sofrimento por antecipação, para não registrar a experiência ruim e não empulhar nossa memória com dados inúteis. Devemos pensar no futuro apenas para traçar metas. Não devemos sofrer por antecipação. Não podemos dispensar o presente, único momento que temos para ser estáveis e felizes"
"A ansiedade provavelmente é sentida por 80%, de crianças a idosos. Pensar é bom, pensar com consciência crítica é ótimo, mas pensar excessivamente e sem gerenciamento é uma bomba para a saúde psíquica, para o desenvolvimento de uma mente livre e criativa. Toda vez que hiperaceleramos os pensamentos, a emoção perde em qualidade, estabilidade e profundidade. São necessários cada vez mais estímulos, aplausos, reconhecimento para sentirmos migalhas de prazer"
Sintomas clássicos da ansiedade:
- Acordar cansado, 
-Ter dores de cabeça e musculares, 
- Transtornos do sono 
- Deficit de atenção e memória 
- Aborrecimento com lentidão de pessoas e coisas
- Não são capazes de parar e contemplar a paisagem, a natureza, uma flor. Não param para jogar conversa fora na varanda.
- Estão sempre sofrendo por antecipação. O pensamento rápido demais e sem gerenciamento é responsável por esse tipo de sofrimento, que atinge qualquer um, de crianças a idosos, alunos e professores, profissionais...




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terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Mecanismos de Defesa do Ego

Freud em imagens: Mecanismos de Defesa do Ego: Num artigo publicado em 1894 intitulado “ Les Psychoneuroses de defense ”, e posteriormente noutros artigos, Freud utiliza pela primeira ve...

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Mom's voice plays special role in activating newborn's brain

Mom's voice plays special role in activating newborn's brain

domingo, 16 de junho de 2013

Como educar as crianças


Atitudes simples que os pais tomam desde o primeiro ano de vida da criança ajudam a mostrar a importância de respeitar o próximo e fazê-la entender que o mundo não gira em torno de seu umbigo...
      
Quando falamos em crianças mimadas vem à cabeça aquela cena típica de uma se jogando no chão da loja de brinquedos e gritando por aquilo que a mãe se nega a dar. Mais do que isso (e pior): no final da história, ela consegue o que quer. O conceito de mimado não se resume a esse tipo de comportamento, mas tem relação com ele.
Segundo Vera Zimmermann, professora de psiquiatria da Unifesp, a criança mimada é aquela que não foi educada para aceitar uma frustração e sempre reage querendo se posicionar no centro das atenções. Claro que pai nenhum deseja ter um filho assim, mas nem sempre os casais percebem que estão estimulando comportamentos ruins. Educar uma criança é difícil mesmo, mas a boa notícia é que atitudes simples, praticadas diariamente, fazem a criança entender, aos poucos, que ela não pode tudo.
Durante os primeiros meses de vida, o bebê precisa ser satisfeito em todas as suas necessidades. Ao menor sinal de reclamação, os pais correm para dar leite, ninar ou aquecer. Afinal, ele ainda é totalmente dependente da família para sobreviver. Essa dedicação integral também é importante para que se forme uma base sólida de autoestima. Mas, aos poucos, a criança se desenvolve e começa a interagir com o mundo. A partir de então, ela precisa ter limites e regras para entender que nem tudo é para já e que nem todos os seus desejos serão satisfeitos. Afinal, é assim que a vida é. Com a ajuda da psiquiatra, listamos algumas dicas para você colocar em prática desde cedo.
Bebês

Durante o primeiro ano de vida, o bebê já passa por algumas frustrações, como querer sair do cadeirão quando é hora de ele comer e de ficar ali. Porém, como ainda não traduz seus sentimentos em forma de palavras, pode manifestá-las por meio de gestos. Bater no rosto da mãe ou do pai ou puxar o cabelo são algumas dessas formas. Mesmo pequena, os pais devem mostrar que aquilo não se faz. Para isso, nada de palmadas. Basta segurar a mão do bebê, fazer contato visual e demonstrar que aquilo é errado. Os pais também precisam entender o que causou essa reação, para saber se é algo que podem resolver ou com o qual a criança terá que lidar mesmo.
A partir de 1 ano
 
Conforme a criança cresce, ela também entra em contato com plantas e animais. Está aí uma ótima oportunidade de ensiná-la a cuidar do mundo ao seu redor. A tendência da criança é sempre tocar as coisas. No caso de plantas, os pais podem mostrar que não se deve arrancar as folhas de uma árvore ou um arbusto e, caso isso aconteça, pedir que os filhos façam uma reparação, como regar a muda. No caso de convivência com animais (que deve acontecer sempre com a supervisão dos pais), o próprio bicho pode impor seus limites e mostrar que com ele nem tudo é permitido – um exemplo é o cachorro rosnar se ela puxa o rabo dele. Segundo Vera, por meio desses contatos, a criança percebe que, assim como ela recebe cuidado de seus pais, precisa cuidar de coisas a seu redor.
Creche e pré-escola
Os primeiros contatos com crianças da mesma faixa etária são muito interessantes. Seu filho terá de aprender que cada um tem o seu jeito e suas preferências, e que às vezes é preciso ceder. O brinquedo será motivo de muitas brigas e aprender a dividir algo com o outro será um dos desafios nessa fase.
 

Apesar de a criança já ter necessidade de verbalizar seus desejos e suas frustrações, o adulto precisa impor limites com a ajuda de gestos. Ou seja, ao dizer não, sinalize com a mão, olhe diretamente para a criança e mantenha um tom de voz calmo, mas firme. É possível que a criança tenha ataques de fúria, acompanhados de choro e até mesmo agressões físicas, como mordidas. Exigir um pedido de desculpas por esse comportamento é fundamental.
Dos 3 aos 6 anos

Nessa fase, a criança já está mais adaptada ao convívio social e vale reforçar, por exemplo, noções como desperdício. Ela pode aprender, aos poucos, a diferenciar o necessário do exagero. Atitudes como doar brinquedos que já não são usados, se desfazer de alguma roupa cada vez que uma peça nova é comprada ou colocar no prato apenas o que se come são algumas ideias. Saiba que, com cerca de 3 anos, a criança já entende que aquilo que ela doa não voltará mais e tem capacidade para definir qual item não é mais tão importante.
No contexto familiar, os pais devem, como sempre, incentivar e valorizar a ajuda da criança, mesmo que ela pareça pequena. Ela pode organizar os brinquedos, estender a colcha na cama, colocar a roupa suja no cesto ou levar o prato para a pia. Essas ações podem fazer parte da rotina sem que se tornem um esforço chato para os filhos.
A partir dos 7 anos

A criança começa a entender melhor as regras – e pede por elas. Até então, já compreendia limites impostos por seus pais, mas, no caso de brincadeiras, por exemplo, ainda seguia sua imaginação. No entanto, por ser uma fase muito competitiva – a vontade de ganhar e de ser o melhor é enorme. Por causa dessas características, é quando algumas crianças roubam para ganhar, inventam regras e brigam por elas, evitam jogos ou esportes em que não são tão experientes e ficam muito frustradas quando perdem.
Para não abalar a autoestima dos filhos, os pais precisam mostrar que habilidades podem ser desenvolvidas e deixar claro que não dá para ser 100% em tudo. Nem pense em aplacar a frustração da criança deixando-a ganhar sempre. Você pode ajudá-la a melhorar e, ao mesmo tempo, ensiná-la a reconhecer a habilidade do outro. Também não caia na tentação de colocar o seu filho sempre como vítima da situação – se ele foi mal na prova, não necessariamente a prova estava difícil, pode ser que não tenha estudado o suficiente mesmo. A atitude exatamente oposta, de culpar a criança por tudo, também não é saudável. Diálogo e carinho são fundamentais. O mesmo vale para quando você flagrar o seu filho roubando em um jogo de tabuleiro, por exemplo. Além de reforçar que essa atitude não está correta, dê exemplos, como quando o time de futebol preferido dele perdeu. É uma forma de ele entender que não dá para ganhar sempre.

Texto retirado da Revista Crescer:

http://revistacrescer.globo.com/Criancas/Comportamento/noticia/2013/06/como-criar-uma-crianca-sem-deixa-la-mimada.html